O ítalo-brasileiro boa praça e bom pianista, Turi Collura, professor de música, convida para a apresentação de sua dissertação de mestrado a ser defendida nesta quarta, 30, às 15h, na sala Guimarães Rosa do prédio PPGL, no campus da Ufes: "Malandros e malandragem: Noel Rosa".
Após ter lançado o CD "Conversa Na Vila", com temas de Noel , o professor Turi aprofunda sua viagem ao mundo do mais famoso cronista musical do samba de todos os tempos. Vale a pena conferir.
Fiquem com uma demonstração de aula de Turi Collura.
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
TURI COLLURA & NOEL NESTA SEXTA.
Turi Collura lança nesta sexta, 01 de abril, seu novo trabalho: "Conversa Na Vila". O evento acontece no no mezanino da Pão e Cia, na Av. Hugo Musso 1243, na Praia da Costa, às 19 horas.
Turi Collura, há oito anos apenas no Brasil, declara seu amor à música desse gênio carioca e o faz com merecida lisura ao lançar o CD “Conversa Na Vila”, nada de conversa fiada ou conversa pra boi dormir. Ao contrário. Com esmerada produção, direção e arranjos de Paulo Malaguti Pauleira, Turi deixa de lado sua virtuose pianística para sentar-se à mesa de um botequim, ao lado de sua companheira Neuzinha Escorel, cuja participação vocal, através de um delicado timbre, nos remete a uma atmosfera belle époque bem típica de cem anos atrás, quando nasceu o cronista do samba.
Há participações especiais como a do excelente grupo Arranco de Varsóvia num samba- rap- maxixado, o “Seja Breve”, a do competente João Schmid em “Cem Mil Réis”, e a bem humorada interpretação de Marcello Escorel em “Tarzan”, essas duas compostas com Vadico.
Há participações especiais como a do excelente grupo Arranco de Varsóvia num samba- rap- maxixado, o “Seja Breve”, a do competente João Schmid em “Cem Mil Réis”, e a bem humorada interpretação de Marcello Escorel em “Tarzan”, essas duas compostas com Vadico.
Somam-se ao repertório “Quem Ri Melhor”, “Mentir”, “Cidade Mulher”, num saboroso arranjo funkeado,”Filosofia”, com parceria de André Filho,”Fita Amarela” e “Até Amanhã”. Vale registrar a competência dos músicos Domingos Teixeira (violão), Márcio Hulk (cavaco), Zé Luiz Maia (baixo), Joana Queiroz (clarinete), Andrea Ernest (flauta), Edu Szajnbrum (percussão) e as vozes de Andrea Dutra, Cacala Carvalho, Paulo Malaguti Pauleira e do próprio Collura.
Genuína e legítima homenagem de Turi Collura ao amado e venerado poeta da Vila. O italiano rende na verdade um tributo à alma do povo brasileiro que por certo o bem acolheu nesta paisagem tropical. Algum santo repousou sobre si. Seria Papai Noel?
Deixei para o final o registro da última faixa, a única instrumental: a dolente“Último Desejo”, a minha preferida. É justo que num espírito melancólico tão igual criada pelo poeta, Collura expresse sua devoção, numa interpretação capaz de bem traduzir uma separação de amor , uma despedida, bem ao estilo de Noel. “ Conversa Na Vila”, é papo firme.
sábado, 18 de dezembro de 2010
TURI COLLURA CONVERSA COM NOEL.
TURI COLLURA CONVERSA COM NOEL.
Não sou kardecista mas já consultei alguns por vários episódios curiosos que ocorreram comigo relacionados a Noel Rosa. Minha infância foi farta das execuções de suas músicas pelo meu pai, num estilo especial de tocar violão, valorizando os bordões. E não havia trégua então para rodar o famoso 10 polegadas cuja capa era um desenho de Di Cavalcanti. Confesso que houve um hiato nessa minha relação com Noel. Reencontrei-o intensamente há uns 20 anos e essa intensidade exacerbou-se quando saiu “Noel Rosa Uma Biografia”, de João Máximo e Carlos Didier e de quebra “Noel Pela Primeira Vez”, uma coletânea de 14 Cds com tudo de Noel organizada por Omar Jubran. Aí então surgiram mais fatos ligados ao compositor que prefiro chamar de fenômenos, cujos detalhes quero ocultar. Consultei minha amiga , poeta e cantora Madu, kadercista, e ela confirmou alguns episódios; aliás ela foi uma das pioneiras em shows-homenagem a Noel de uns 10 anos para cá. E tudo que se relacione a Noel Rosa sou sempre movido a observar
Agora me surge um italiano a levar um papo com Noel. Já disse antes, a sensação que tenho é que Noel está vivo, sempre no meio de nós. Turi Collura, há oito anos apenas no Brasil, declara seu amor à música desse gênio carioca e o faz com merecida lisura ao lançar o CD “Conversa Na Vila”, nada de conversa fiada ou conversa pra boi dormir. Ao contrário. Com esmerada produção, direção e arranjos de Paulo Malaguti Pauleira, Turi deixa de lado sua virtuose pianística para sentar-se à mesa de um botequim, ao lado de sua companheira Neuzinha Escorel, cuja participação vocal, através de um delicado timbre, nos remete a uma atmosfera belle époque bem típica de cem anos atrás, quando nasceu o cronista do samba. Há participações especiais como a do excelente grupo Arranco de Varsóvia num samba- rap- maxixado, o “Seja Breve”, a do competente João Schmid em “Cem Mil Réis”, e a bem humorada interpretação de Marcello Escorel em “Tarzan”, essas duas compostas com Vadico.
Somam-se ao repertório “Quem Ri Melhor”, “Mentir”, “Cidade Mulher”, num saboroso arranjo funkeado,”Filosofia”, com parceria de André Filho,”Fita Amarela” e “Até Amanhã”. Vale registrar a competência dos músicos Domingos Teixeira (violão), Márcio Hulk (cavaco), Zé Luiz Maia (baixo), Joana Queiroz (clarinete), Andrea Ernest (flauta), Edu Szajnbrum (percussão) e as vozes de Andrea Dutra, Cacala Carvalho, Paulo Malaguti Pauleira e do próprio Collura.
Genuína e legítima homenagem de Turi Collura ao amado e venerado poeta da Vila. O italiano rende na verdade um tributo à alma do povo brasileiro que por certo o bem acolheu nesta paisagem tropical. Algum santo repousou sobre si. Seria Papai Noel?
Deixei para o final o registro da última faixa, a única instrumental: a dolente“Último Desejo”, a minha preferida. É justo que num espírito melancólico tão igual criada pelo poeta, Collura expresse sua devoção, numa interpretação capaz de bem traduzir uma separação de amor , uma despedida, bem ao estilo de Noel. “ Conversa Na Vila”, é papo firme.
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