segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

LYCIA DE BIASE.


Lycia De Biase

Por ocasião da produção do vídeo  “Maria Stella de  Novaes- Relicário de Um Povo” , de Margarete Taqueti, colaborei cedendo duas partituras que havia garimpado e xerocado na Biblioteca Nacional de autoria de Lycia De Biase, e que felizmente teve um bom uso: foram utilizadas no documentário.  Foram:  Solidão e Allegreto Gioioso, para piano e oboé, executadas por Edilson Schultz (piano) e Mosineide Schultz (oboé), sob a direção do  maestro Helder Trefzger.


 Encontrei-me com essa compositora, desconhecida para a maioria dos capixabas, em 1982, por ocasião de um festival para compositores capixabas de música erudita, produzido por Sonia Cabral para o antigo DEC e que me encarregou de levá-la aos ensaios e ao evento em si, uma espécie de cicerone.  Era uma senhora que carregava consigo a mais branda pulsação para se expressar e o encantamento ao executar suas composições ao piano.  Conversávamos muito sobre a beleza, o mistério e a doçura da música em geral. Por ocasião do festival , entre um ensaio e outro, recebi a dádiva de ouvir alguma coisa da mágica música de Lycia De Biase.  Uma sucessão de notas sedutoras saía do velho Steinway do Teatro Carlos Gomes para nunca mais se afastarem de minha lembrança.  Houvesse definição, seria alguma coisa impressionista, meio Satie, meio Ravel, mas era uma música desprendida, revelada com firmeza e sabedoria.


 Lycia De Biase era conhecida como uma das primeiras mulheres a conduzir uma orquestra no Brasil.  Isso em 1933, momento em que foi executada sua obra Canaã, sob sua regência no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  Extraí do projeto de Taqueti as informações abaixo.


Lycia De Biasi era filha de Pietrangelo De Biase e Mariarchangela Vivacqua, nascida em 1910 em Muniz Freire.  Aos 16 anos dedicou-se ao estudo do piano com Givanni Giannetti, no Rio de Janeiro.  Seu primeiro trabalho apresentado em público foi um Prelúdio Sinfônico, em 1930, regido pelo maestro Francisco Braga, no Theatro Municipal, onde também foram executadas as seguintes peças:  Intermezzo e os Prelúdios nos. 1, 2 e 3, em 1931.  No ano seguinte Giannetti  regeu  Canaã.  Em 1934 foi a vez dos Poemas Sinfônicos Angelus e Anchieta, também  regidos por ela mesma.  Em 1938, o Angelus  foi difundido em estações de rádio italianas.  Em 1945 sua obra Canaã foi executada em Cape Town, Africa do Sul, regida pelo maestro William Pickrill.


Lycia De Biase aperfeiçoou sua técnica pianística com Magdalena Tagliaferro entre 1946 e 1949.  Em 1971, o regente da principal orquestra do país, a Sinfônica de São Paulo, o aclamado John Neschling, regeu duas peças suas: o “Prelúdio em Ré Menor”, no Teatro Municipal de São Paulo, e “Adágio Improviso Intermezzo”,  na sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.



Lycia De Biase Bidart morreu aos 80 anos, em 1990, no Rio de Janeiro.  O acervo de partituras de sua obra foi doado à Biblioteca da Universidade de São Paulo.  Seus descendentes diretos declararam que todos os seus direitos autorais estão livres de qualquer ônus para  gravações ou execuções.


Curiosamente e, por que não, lamentavelmente, o único registro sonoro da obra de Lycia De Biase foi o utilizado para o documentário de Taqueti, há 10 anos, gravado em 18 de abril de 2002, no Dourados Stúdios, em Vitória.
Pelo menos há esperança que Margarete Taqueti realize um antigo projeto de vídeo sobre a vida e obra de Lycia De Biase.


Rogério Coimbra
Publicado originalmente em Taru.Art, 20 de abril de 2006

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CARNAVAL DE VITÓRIA: DA FENIX CARNAVALESCA AO REGIONAL DA NAIR.

BLOCO REGIONAL DA  NAIR - Carnaval 2012 - Foto: SALSA PRESS.
Vitória já teve seus carnavais famosos. Hoje o carnaval agoniza na ilha. Uma esperança possa ser a série, mesmo que pequena, blocos de bairros que desfilam uma semana antes da data oficial do tríduo momesco: “Tô Bebo”, “Praia do Canto”, “Regional da Nair”, “Das Noivas”, entre outros. Mas ainda não é suficiente. A agonia talvez possa ser influência de ter-se adiantado a data em uma semana para o desfile das escolas de samba. 

Talvez. Há 50 anos, um pouco mais, um pouco menos, Vitória fervia durante o carnaval. Os clubes tradicionais abriam seus salões desde as tardes de sábado: Clube Vitória, Saldanha da Gama, Náutico, Álvares Cabral. As orquestras eram comandadas por Mundico, Clóvis Cruz. Maestro Antônio Paulo, Maurício de Oliveira, Edson Quintaes, Maestro HO, Luizinho Taj Mahal. Era tradição na quarta-feira de cinzas pela manhã descer a orquestra do Álvares Cabral, quando sua sede era na praça Costa Pereira, e enterrar o carnaval na praça, já sob sol quente. Nas manhãs de sábado blocos sujos ocupavam as ruas.

O centro da cidade era uma multidão fantasiada dançando ao som de sucessos que saiam dos alto-falantes presos nos postes. Havia o tablado, ora na Praça Oito, ora na Esplanada, onde concentrava-se o chamado povão. A praça Costa Pereira era cenária de desfile de dezenas de blocos; o bloco dos índios, formado em sua maioria por uma mesma família, era sempre aguardado e admirado: todos portavam lanças e flechas executando uma coreografia bem ensaiada. O desfile das batucadas “Mocidade da Praia” e “Chapéu de Lado,” que desciam o morro da Piedade, era um dos pontos altos., além da batucda “Santa Lúcia”. Centenas de mascarados se misturavam entre bailarinas e piratas com o único propósito da diversão. Houve uma época em que os frequentadores do extinto Britz Bar saiam vestidos de mulher no bloco “Unidos de Carapeba”. Hoje são rarefeitos os blocos que resistem e saem pelas já não tão cheias ruas do centro.

Já naquele tempo os carnavais dos balneários pegavam fogo: de Conceição da Barra a Marataizes, passando por Jacaraipe, no Riviera Clube e o famosíssimo do Siribeira Clube em Guarapari; recentemente Barra do Sahi, Iriri e Piúma somaram animação mas, nos dias de hoje, o mais simpático e que conserva o bom humor de velhos carnavais é o da Barra do Jucu.

Mesmo sem ter o samba ainda nascido, parece que a turma do século XIX era mais animada. Transcrevo um anúncio publicado no jornal O Espírito Santense, de 04 de fevereiro de 1875:

Alerta, Alerta! Rapaziada de Gosto!
Para que as bucólicas e estapafúrdias circunscrições apologéticas do Carnaval tenham uma importante e enigmática descrição metalúrgica sinfônica, a bem da rapaziada de gosto estrambólico, previne-se com todos os ff (efes) e rr (erres) e a respectiva pontuação preambólica que, nos dias 07, 08 e 09 do corrente, haverá passeios de mascarados ao som do rataplan mefistofélico e do eco atrás do Penedo, por isso convida-se com toda ênfase e pitoresco garbo os amantes do dito supra mencionado bródio para tão faustosos dias de pândega, lindos trajes e belas momices. 
Alerta pois o resto é sorte.
Ass.: Kikiriki

Ou então o anúncio de 31 de janeiro de 1902:

Si haveis de estar em casa
Danado como uma cobra
Curtindo a raiva dos filhos
Da vossa mulher e sogra/
Sai de máscara jocosa
Com guizos e relicário
Para dançares o can can
Lá na rua do Rosário/
Aí temos boas coisas
Bailes bons, à fantasia
Salão arejado
Que outrora não se via/
Quadrilhas e boas polcas
Maxixes e boas valsa
Deveis levar( é preciso)
Boas pernas e boas calças/
Tudo isso bem mexido
Bem dengoso e requebrados
Com pimenta e com adubos
Com graças de mascarado/
Haverá valsas  escótis
E também o contraxaxo
Eu caio, Tereza, eu caio
Por baixo do Bolimbalacho.
Ass: Sociedade Fenix Carnavalesca.

Vitória hoje agoniza. Escuta-se muito o chamado “pagode universitário” e arremedos de “axé music”, aliás estilos anunciados oficialmente pelo governo municipal. Marchinhas carnavalescas vencedoras de concurso em 2011 conseguiram registro em CD. E dai? Quem as executa? O povo as conhece, sabe cantá-las? Não vem ao caso. Vitória mimetizou-se, espelhou-se no Rio de Janeiro e concentrou esforços para fazer um carnaval frechado de dois dias, fora do calendário oficial, gregoriano, religioso. A quaresma do capixaba é diferente do resto do mundo. Tudo que é empurrado de cima para baixo não funciona. O que funciona o povo deixar ferver o carnaval em suas veias, mas, o natural é que Vitória se esvazie cada vez mais nos carnavais dito populares.

Agora, uma turma vai para as praias, outra para Salvador, ou então para Ouro Preto, e, para a glória do Rio de Janeiro, claro. O resto vai chupar picolé na Praia da Costa. O féretro da folia carnavalesca de Vitória fica num vai e vem na Av. Jerônimo Monteiro, no centro, próximo à praça Oito. E as criancinhas encontram abrigo nas matinês na Escola FAFI.

Não é culpa do governo, não é culpa de ninguém. A culpa é do caranguejo.Quem manda promoverem o pobre crustáceo em símbolo da identidade capixaba? Ele vive em desandada sem gostar muito de andar para frente. Bem fez o “Regional da Nair” que não desceu o morro, como costumava o samba descer. Subiu, subiu a Rua Sete. Já é um bom sinal, subir. Vamos para cima, carnaval de Vitória. Força.


 
                         

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CARNAVAL, FESTA MILENAR.




Desde os tempos de Cristo, tanto no Egito como na Grécia, o carnaval era comemorado em função dos períodos de colheitas ou mudanças de estações mas sempre obedecendo as mesmas características, tornando-se festas públicas, com uso de máscaras e manifestações folclóricas.

A introdução do carnaval no Brasil deu-se através do Entrudo, trazido pelos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que consistia em brincadeiras com loucas correrias, mela-mela de farinha com água de limão e ovos. O Entrudo era de mau gosto e grosserias, acontecendo num período anterior a quaresma, e buscava radical liberdade de expressão, sentido esse que permanece até os dias de hoje no carnaval, mas sem mela-mela.

O pesquisador Ary Vasconcellos considera o período entre 1870 e 1919 como uma das fases mais encantadoras da música popular brasileira, um período que corresponderia de certa forma à Belle Époque francesa, entre 1880 e 1914. Acontece que a influência francesa era total. Os carnavais dessa época eram movidos a scótis, polcas e valsas, bem ao estilo europeu. O choro surge em 1870 e sua estrutura musical era essa. Em 1873 popularizaram-se os Ranchos, surgindo depois as Marchas-rancho, que por sua vez tinham ligações com as tradições natalinas e dia de Reis com seus pastores e pastorinhas. Como não lembrar do sucesso de carnaval “As Pastorinhas”, de Noel Rosa e Braguinha?

Havia também o Maxixe, mas essa era uma dança proibida, um caso de polícia. As danças eram o tango, a valsa, a quadrilha, scótis ou xotes. O samba ainda não tinha ido para as ruas. Com o surgimento da lança perfume em 1899 esse tornou-se febre no carnaval de 1900, substituindo as bisnagas que só jogavam água. Nesse carnaval é lançada a marcha “Ô Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, uma referência carnavalesca até hoje. Mas o carnaval que herdamos e se mantém até hoje, dá-se nos anos 1916, quando surge o samba e a presença das baianas nos desfiles. Os blocos eram liderados por jovens de bairros de classe média do Rio de Janeiro, embalados por choros e tangos. Era o carnaval que se moldava. 

E hoje, 2012, os blocos do Rio, centenas deles, são de classe média e o carnaval de rua carioca já está chegando perto do carnaval de Salvador em termos de adesão e animação. É o ciclo da vida. Vitória também ver crescer seus blocos de bairro. Ontem foi dia do Bloco da Praia do Canto , organizado no Bar do Henrique, na rua Aleixo Neto. A cada ano ele evolui. Para a cidade de Vitória, como um todo, restou um pouco de tristeza principalmente pela antecipação da data de desfile das escolas de samba. A cidade quis assim, um carnaval melancólico no calendário oficial dessa milenar festa popular.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O LIRISMO EXÓTICO DE CLARE FISHER.



Neste planeta há um fenômeno chamado música e certos homens, desde o final do século XIX até hoje, criaram uma textura sonora que permeia o celestial, o pacífico. Músicos como, Debussy, Ravel, Satie, até os chamados homens de jazz, como Claude Thornhill, Bill Evans, Gil Evans e Maria Schneider, montaram e executaram uma linha de música que nos enlaça e eleva. Claus Ogerman pode ser também incluído. Clare Fischer destacava-se nesse grupo.

Clare Fisher faleceu na quinta passada, dia 26, aos 83 anos. Os músicos citados criaram uma rede invisível na qual todos se relacionam. Curioso como Clare Fisher foi um dos músicos de jazz de primeira hora a abraçarem o então novo estilo Bossa Nova. Se a familiaridade coma música de Tom Jobim era flagrante o mesmo poderia ser dito com as canções de Henri Salvador com o estilo emergente, por que não?

Clare Fisher, dono de uma música “cool”, era tido como um músico de West Coast e, em sua carreira, soube explorar o exotismo dos ritmos latinos sem ser espalhafatoso ou banal. Conseguiu trabalhar ritmicamente sua música sem perder a riqueza harmônica e melódica. O samba era um desses ritmos. Gravou com o também lírico Hélio Delmiro e arranjou o CD “João”, de João Gilberto.

Começou sua carreira como pianista e arranjador do grupo vocal The Hi´Los e, em sua carreira, fez arranjos para pop stars como Prince e Paul McCartney. Seus arranjos para o disco de Dizzy Gillespie “ A Jazz Portrait Of Duke Elligton” tornou esse álbum um clássico do jazz. Herbie Hancock o considerava sua maior influência harmônica. Foi indicado 11 vezes ao Grammy e levou o prêmio em 1981 (“Salsa Picante”) e 1989 (“Free Fall”).

O maior sucesso de Clare Fisher foi sua composição “Pensativa”, gravada por músicos do porte de um Bill Evans, Bud Shank, Freddie Hubbard, Marian McPartland, Benny Green, Art Blakey, George Shearing, Luiz Carlos Vinhas, entre tantos. Fisher foi um grande incentivador e divulgador da Bossa Nova. Fiquem com os vídeos de “Pensativa” e “Wistful Samba”, no início dos anos 1960 , com Bud Shank e Clare Fisher.

Nascido em 22 de outubro de 1928, Clare Fisher foi um grande inovador na música, criando uma música elegante, envolvente e formosa.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

35 ANOS SEM MAYSA.




35 ANOS SEM MAYSA.
                                            Rogério Coimbra.

Ontem, 22 de janeiro, fez 35 anos que Maysa sofreu o acidente fatal na ponte Rio – Niterói. Fica aqui uma lembrança, na mesma semana em que só se falou dos 30 anos sem Elis Regina e do aniversário de Nara Leão. Assim é a memória do brasileiro. Foca demais um ponto e acaba escurecendo a imagem de quem tanto realizou na música brasileira, no mesmo nível artístico. 


Aliás, a história dessas três sensacionais cantoras, curiosamente, passaram pela história do polêmico letrista, jornalista e produtor, Ronaldo Bôscoli. Por sua causa , as três não se suportavam e sempre destilavam o famoso veneno feminino. Bôscoli era o verdadeiro bad guy e consta que tripudiava tanto Elis como Maysa, menos Nara a quem secretamente amou até o fim, supõem seus biógrafos. Chamava Elis de “gauchinha cafona” ou de “ciclotímica” (maníaca-depressiva), e, Maysa de “condessa de araque” ou “gorda”, o que muito a irritava. Porém Maysa soube vingar-se dele, bem como Elis, essa afastando o filho, João Marcello, do convívio do pai. Maysa foi mais elegante ao enganá-lo com um convite para produzir um suposto show em São Paulo. Lá chegando Bôscoli encontrou um bilhete assinado por Maysa: “A condessa de araque foi para a Europa.”

A vida de Maysa pode ser muito bem conhecida em dois livros, os quais recomendo: “Maysa- Só Numa Multidão de Amores”, de Lira Neto, e, “Maysa”, de José Roberto Santos Neves.
Reproduzo abaixo trecho de um texto meu inserido na “História da Bossa Nova Em Vitória”, publicado neste blog.

E a Bossa Nova movimentou a pacata cidade de Vitória, no início dos anos 60.  Como uma música aparentemente tão calma em seu andamento poderia às vezes virar a ilha pro fundo do mar? 
A presença de Maysa em Vitória sempre fora motivo de explosões, fosse naquela época com as famosas brigas com Ronaldo Bôscoli ou mesmo muito antes, no verão de 1951-52, por exemplo, como conta Lira Neto em seu livro “Maysa- Só Numa Multidão de Amores”. Lira Neto conta que em pleno insucesso escolar Maysa veio para Vitória para abrir a temporada anual de caça aos corações masculinos capixabas. No carnaval de 52 foi eleita madrinha do bloco Marujos Por Acaso, do Praia Tênis Clube, vestindo uma provocante fantasia que exibia seu corpo. Namorou o bloco inteiro, “menos eu que era o mais novinho e magricela da turma”, disse Roberto Menescal. O jornalista José Roberto Santos Neves, que também escreveu uma biografia da cantora, afirma que Maysa cantou pela primeira vez em público numa festa no Praia Tênis. Ela havia rompido um namoro com Guga Saletto após ele armar uma cena de ciúmes. Ela não fez por menos, foi ao microfone e dedicou uma música ao seu “ex”. A música era ‘Menino Grande’, de Antônio Maria. 
Dez anos depois parece ter havido um replay. Conta o jornalista Ronaldo Nascimento que nunca se esqueceu da cena em que Maysa cantou a mesma música,“Menino Grande”,num show no Clube Saldanha da Gama:
 Lembro bem da noite em que Maysa ia cantar no Saldanha, acabei dormindo, acordei tarde e eu fui lá de Santo Antônio a pé, pois tinha perdido o último bonde. Quando eu cheguei ao clube ela estava cantando aquela música, ”Menino Grande”,de Antônio Maria, sabe pra quem? Pra José Costa, porque naquele dia ela começou a namorar com ele. Aí o Ronaldo Bôscoli partiu para o hotel Canaã, fez as malas e se mandou pro Rio, naquele carrinho conversível. Acabou tudo naquela noite entre a Maysa e o Bôscoli. Nunca mais vi a Maysa, só depois uma vez que ela estava por aqui e tinha ido pro Bar Santos, lá na vila Rubim, com Vilmar Barroso, Lurdinha Martins, Lulu Beleza e Rachel Benezath. Eles disseram a ela que eu tinha morrido - foi numa fase que eu havia parado de beber. Era tudo uma festa. Mais tarde vim saber do desastre dela:
Quem vivia sempre aqui conosco também era o Antônio Adolfo, sempre passava lá no meu escritório no Vale, passava muito verão em Guarapari. Quem passava muito tempo comigo aqui também era o Chico Fim de Noite, o Chico Feitosa, e o Nonato Buzar.
Lembro também dos encontros que a gente tinha lá na casa de Nilze Coimbra, que namorava o irmão da Maysa, Alcebíades, o Cibidinho, com aquele pessoal todo e com a Maysa namorando o José Costa na varanda.
Quanto ao rompimento com Bôscoli, correu a lenda que nesse dia Maysa, sabendo da fuga de Bôscoli, apelou para seu amigo Cariê, cujo pai, Carlos Lindenberg, governava o Espírito Santo; ela pediu-lhe que a polícia fizesse uma barreira na estrada para trazer o namorado de volta. Continua a lenda que Cariê conseguiu levar Bôscoli de volta para Vitória, escoltado, até ao Palácio Anchieta, onde encontrou Maysa bebericando um bom uísque.
Como poderia eu esquecer daquele show em Colatina que quase não se realiza devido a uma briga de Bôscoli com Maysa no hotel onde estávamos hospedados. Maysa sumiu e Bôscoli resolveu cantar um repertório de Frank Sinatra; o público não gostou e quase virou pancadaria. Graças a Menescal, Maysa resolveu cantar.
De fato a presença de Maysa em Vitória, com aquela turma de músicos, marcou muito a cidade. Comenta Lira Neto na biografia da cantora:
Vitória nunca mais esqueceria aquela passagem de Maysa pela cidade. Embora tenha dito que estava ali à procura de paz, nem as pedras e os morros que compõem a paisagem do lugar – e fazem dele uma espécie de Rio de Janeiro em miniatura – dariam crédito àquele propósito. Em uma cidade pequena, cada gesto era superdimensionado e ganhava ares de escândalo.
Verdade é que foi o furacão Maysa causador do agito da Bossa Nova em Vitória. O escritor Maciel de Aguiar comentou na página de “O Século Diário” que Maysa fazia questão de dizer que era capixaba e que demonstrava orgulho da família paterna, não pela aristocrática descendência laureada pela monarquia brasileira do Segundo Reinado, mas pelo fato de muito se identificar com seu pai, amante da música, boêmio e notívago como ela.
Disse Maysa:
- Em Vitória eu já era “uma Monjardim” e não deixei de ser eu mesma.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ELIS & NARA.



Semana de datas emblemáticas: aniversário de 70 anos de Nara Lerão e de 30 anos da morte de Elis Regina.


Elis Regina, eu a vi trabalhar em 1971 e 72. Era uma “música”, musicista, sei lá; era muito boa e consciente do que fazia. Ela comandava o conjunto, à época, com César Camargo, então seu companheiro, Luizão, Luís Cláudio Ramos, só craque, mas todos só faziam o que ela determinava. Faleceu em 19 de janeiro de 1982. Meu filho Delmiro tinha 10 meses de idade e estávamos em minha casa em Jacaraipe com dois convidados que, ao saberem da notícia, potencializaram tanta a dor da perda que choraram tanto, tanto, que o pranto foi maior que ao do bebê que não conseguia dormir: eram eles Aprígio Lyrio e Ester Mazzi.


Esta semana também é de lembrança de outra grande intérprete da música popular brasileira: Nara Leão. Ela faria 70 anos dia 19, a mesma data em que Elis se foi. Além dessa coincidência há outro elemento que as une: Ronaldo Bôscoli.

Um dos maiores poetas da Bossa Nova namorou (e amou secretamente até o fim da vida, como especulam) Nara Leão e, em outra época, foi casado com Elis Regina. Estou viajando com o livro A Bossa do Lobo – Ronaldo Bôscoli”, uma biografia de Denilson Monteiro, um extraordinário pesquisador, também responsável pela biografia de Tim Maia, “Vale Tudo”, depois escrita por Nelson Motta. Nara Leão e Elis Regina, fazem muita falta.


Já o bad guy, Ronaldo Bôscoli morreu, aos 66 anos, em 1994,  portanto sofreu com a morte de Elis, morta em 1982, aos 36 anos e com Nara, morta aos 47 anos, em 1989.

Creio não haver 2 cantoras como Nara Leão e Elis Regina, e melhor somar uma terceira, Elizeteh Cardoso, que tenham reunido tanto registro de compositores da história da música popular brasileira. As discografias das três certamente contêm o que há de mais representativo em nossa história.


Nesta semana também temos os aniversários de Cedar Walton (17), um dos meus pianistas favoritos, o sempre atento baterista Al Foster (18), o melancólico e inesquecível Ray Anthony (20), do novato intrigante Jason Moran ( 21), também de 10 anos de saudades da original Peggy Lee ( 21) , e,  aniversário do genial J.J. Johnson ( 22) .


Melhor encerrar com a suavidade de Nara. Uma boa semana.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LOUIS ARMSTRONG.



Em recintos fechados, em praça pública, tem havido muita manifestação em favor do jazz, um gênero musical surgido comercialmente no início do século XX, que agonizou nos anos 70, após várias transformações estilísticas, mas que, até hoje, tem um sem número de seguidores e admiradores. Provavelmente esses são minoria em seu país de origem, os EUA, concentrando-se atualmente muito mais na Europa, no Oriente e na América do Sul.

O jazz é fenomenal pois mantém sua força entre os jovens de hoje, que ao percebê-lo e adotá-lo, não o abandonam jamais. Portanto é fantástica essa adesão a uma extraordinária arte. Percebe-se que entre os jovens de hoje há preferências naturais, alguns ligando-se mais ao fusion dos anos 70, outros ao tradicional swing dos anos 30 e 40, ou ao bop dos anos 50 e 60. Misturam-se os estilos para desencadear a mesma força, aquilo que se pode denominar de jazz.

Na segunda década do século XXI há uma unanimidade: o reconhecimento do músico Louis Armstrong, o Satchmo, como o grande pioneiro, inovador de toda a história do jazz, desde os anos 1910 até 1971. Foram 60 anos de uma carreira brilhante que até hoje é espelho mesmo para os que estão iniciando. Há uma particularidade na vida de Satchmo que talvez o mantivesse sempre criativo e jovem que foi a sua convivência com a marijuana durante toda a vida. Um dos seus maiores sucessos foi “Muggles”,de 1928, uma expressão usada entre os músicos para designar a cannabis sativa. Seria esse um diferencial mágico que até hoje faz a música de Satchmo tocar tanto os jovens?

Publicamos abaixo texto de minha coluna "O Assunto É Música",veiculado em 2001,no site Taru.Art, por ocasião do centenário de Louis Armstrong:


     Satchmo, ou Pops, ou Daniel Louis Armstrong (04/08/1901-06/07/1971). Nasceu com o século XX. Experimentou soprar com firmeza e liberdade a corneta que despejou o jazz no mundo. Não deu outra. Improvisação, vocalização, trejeitos, gingas, tudo que a música afro poderia, em primeira instância, formatar no molde europeu, o novo som, chegou enlouquecendo e até hoje perdura como a grande arte norte-americana.

 Seu comportamento foi imitado no mundo inteiro e, tal como os seus Hot-Five (1925) ou Hot-Seven (l928), grupos que liderou e definiram o caminho do jazz, por aqui tivemos Os Oito Batutas (antes da Bossa Nova nosso jazz era o Choro), obedecendo os modismos da época. Quando se fala para qualquer um o que possa ser jazz, não há lembrança melhor para o leigo do que aquele ritmo característico dos anos 20, o ragtime, o dixieland, a dança louca das pernas querendo voar. O som estridente de Satchmo, aliado à sua genialidade, leva para si, a marca dos pioneiros, a saga dos revolucionários.

     Se jazz tem em sua etimologia ligação com prostíbulos, a música expressou imediatamente sua liberdade e sua exteriorização. Comemora-se 100 anos de nascimento de Armstrong. Ele até permitiu a João Gilberto (!), e a outros, a maneira sincopada de cantar, levando os versos de um lado para o outro, desconcertando os ouvidos mais tradicionais. Miles Davis estava na sua onda, bem como qualquer trumpetista, de Fats Navarro a Nicholas Payton, de Dizzy Gillespie a Clifford Brown. 

Ele foi o grande pai, que inovou cantando scats, popularizado como "bebop", e que se tornou forma obrigatória de todos os cantores de jazz demonstrarem sua habilidade vocal e de improvisação.

Louis Armstrong faz parte daquele grupo de pessoas que deram forma à arte de nosso século, como Stravinsky, Picasso, Schöenbeg, Joyce. Ele é o único americano de nascimento entre eles. Sem ele não haveria o jazz, sem ele o jazz seria uma música local popular de Nova Orleans como mil outros tipos de música popular regional que existem no mundo (Joachim  Berendt, “O Jazz”, 1975).


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ÚLTIMOS PEQUENOS GRANDES COMENTÁRIOS DE 2011.







Música Nas Alturas conclui o resumo dos comentários de 2011.

Repetimos: O jornalista Arthur da Távola , que já está Nas Alturas, costumava dizer que quem gosta de música e com ela convive diariamente, tem vida interior plena e, nunca, sentirá solidão. E o que nos une neste blog é a música.

Vamos à última leva dos comentários de 2011, lembrando que a origem das opiniões é indicada pelos marcadores, após cada texto.




Ernani Salles disse...
Coimbra,
Esse Idris Broudioua é muito bom. O seu sopro nos transporta ao mais etéreo jazz, puro jazz. Um grande melodista nos seus solos. E esse Victor Gonçalves é o cara: garoto novo que toca tudo, sax, acordeon e principalmente o piano; ele é egresso da Família Itiberê, descendente dos Hermetos da vida. Eu o ouvi acompanhando a Soraya Ravenle.
É, realmente uma boa dica essa do Bamboo, que , provavelmente, vai gemer no Triboz.
Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Apóstolo Jazz disse...
Com absoluta certeza vocês tiveram uma 6ª das mais gratificantes. Músicos excelentes e com IDRISS tudo é perfeito = esse é um amigo da alma de todos nós, porque VIVE A MÚSICA pelos poros.
Sábado, Agosto 27, 2011
Marcador: Triboz.


Apóstolo Jazz disse...
Esse ELE fez e perdeu a receita.
Uma grandeza de sonoridade, de vocabulário, de divisão, do mais puro JAZZ ! ! !
Bela postagem que leva-nos a abrir os armários e escutar algumas horas do "PREZ".
Grato pela música.
Segunda-feira, Agosto 29, 2011
Marcador: Lester Young

João Luiz disse...
Excelente trabalho da Joyce, uma cantora de "mão cheia", agora, resgatando através da música, principais acontecimentos desse nosso Brasil varonil. Como diria Carlos Imperial "NOTA DEZ"!
Terça-feira, Setembro 06, 2011

John Lester disse...
Cantoras...
Grande abraço, JL.
Quinta-feira, Setembro 08, 2011
Marcador: Joyce.

John Lester disse...
Por essas e outras é que não palito mais os dentes...
Domingo, Setembro 11, 2011
Marcador: Gibson Guitar

João Pedro disse...
Sou fã da bossa nova desde a decada de 60 ou um pouco antes. Me lembro q num determinado verão em Marataizes,umas amigas da minha tia levaram uns Lp's e alguns discos com aqueles buracos maiores com o som da Bossa Nova. Fiquei apaixonado imediatamente. Que balanço era aquele,gostoso de se ouvir e dançar com o rosto colado. Bons tempos!!!!!!!!!!!
Há possibilidade de vc me arrumar os outros escritos s/ a BN em Vitória?
Viajo no blog,é muito interessante e mágico.
Segunda-feira, Setembro 12, 2011 

John Lester disse...
Adoro mecenas e pessoas dedicadas à música. Bem antes da bossa nova, D. Pedro II deu uma força para Wagner, sim, o Richard. Entregou algum cimento para levantar o magnífico teatro de ópera em Bayreuth, e compareceu à inauguração da casa. A assinatura do Imperador tá lá.
Acho que D. Pedro daria outro contrabaixo para nosso amigo Afonso. Afinal, navegar é preciso!
Terça-feira, Setembro 13, 2011 

Gerald Thomas disse...
Johannes, Lohengrin não é mais expressiva que Tristão e Isolda, que foi escrita por encomenda por Dom Pedro II, pago por um rico que morava em Dresden para estrear no Teatro Municipal em 1808, e a obra só chegou em 1863. Mas não sei quem afirmou que essas obras são mais expressivas que Tristão e Isolda. Lohengrin é uma das obras mais inexpressivas da obra de Wagner. E eu fui convidado por Helena Severo para montar Tristão e Isolda, para consertar esta falha histórica, uma montagem original, brasileira, com 90 e poucos anos de reparo. Antes falho do que tardo.
Terça-feira, Setembro 13, 2011 

Victor Biassutti disse...
Como alguns amigos, tenho dito: esses digitalizados devem ser transformados em impressos para perpetuar a Bossa em Vitoria e os seus sentimentos, expressados por suas palavras.
Excelentes!
Quanto à nau Afonsina, propriedade do querido Afonso, conquistada após 18 batalhas, diz-de que teve até tripulante, um capitão remando com as próprias mãos para não ficar à deriva.
Abraço, Victor (lendo a Música nas Alturas diretamente da Escócia).
Terça-feira, Setembro 13, 2011
Marcador: História da Bossa Nova em Vitória – XIII

Reinaldo Santos Neves disse...
Rogério, excelente idéia e excelente entrevista com Dr. Luiz Romero. Continua fazendo isso, cara. É o registro do presente em benefício do futuro. Só estranhei Dr. Romero não ter citado o Wunderbar.
Gostei também do episódio anterior, E la nave va (o contrabaixo de Afonso), que li anteontem.
Segunda-feira, Setembro 19, 2011 

Érico Cordeiro disse...
Grande entrevista com um grande sujeito!
Mr. Salsa é "o cara"!
Segunda-feira, Setembro 19, 2011 
Marcador: Salsa.

João Luiz disse...
Já imaginou? Sivinha Telles e Maria Cibelli no "cast' da Rádio Espírito Santo! Coisa de louco. Valeu Rogério e, aguardamos novas "historinhas" da bossa nova aqui na Ilha.
Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Victor Biassutti disse...
Sempre ótimos os capítulos da sua novela História da Bossa Nova em Vitória. CONTINUE!!! E fico honrado, feliz, exultante, em ser citado num dos capítulos. Muito obrigado. E vamos continuar na Bossa. Ela continua presente. Sábado passado, tocando no Wunderbar com Andréa e Eliane, percebemos um casal de jovens, talvez na faixa dos 20 anos, cantando conosco todas as bossas. É muito bom presenciarmos essas manifestações. A Bossa continua eterna.
Segunda-feira, Outubro 17, 2011

Andra Valladares disse...
Olá Rogério, adorei ler seu texto pois também aprecio muito a música popular brasileira, especialmente a bossa nova. Aliás, estou iniciando os preparativos para o lançamento do meu CD, e neste trabalho, que é a minha estreia na música, gravei duas bossas de minha autoria e também sambas, dentre outros estilos. Gostaria de enviar meu CD para você. Caso queira conhecer meu trabalho, mande-me um e-mail, meus endereços eletrônicos são andra.mara@bol.com.br ou andra_valladares@hotmail.com . Um abraço
Sexta-feira, Outubro 21, 2011

Daniel Dias trompete disse...
Vivíssima meu caro amigo Coimbra , Vitoria tem uma bela historia na bossa nova dentro do Brasil , eu como carioca reconheço isso , grande abraço e parabéns a o meu cd esta aqui para presenteá-lo ...
Sexta-feira, Outubro 21, 2011
Marcador: História da Bossa Nova em Vitória XIV

Ernani Salles disse...
Maravilha de harmonia, de evolução. Se é improviso, melhor ainda, e também maravilha de resolução. Bom gosto, sobretudo. Esse Pedro Nunes deve ser um excelente guitarrista.

Érico Cordeiro disse...
Conheci o Pedro num sarau no ap de Mr. John Lester. Manda muito bem!
Quanto ao Rosenwinkel, confesso que não sou lá muito fã desse estilo (ele, o Bill Frisell, o Mike Stern e assemelhados não são muito a minha praia), mas esse vídeo é bem maneiro. Ele deu uma "amaciada" e adotou uma postura à Joe Pass, que ficou bacanuda.
Sexta-feira, Outubro 21, 2011

John Lester disse...
Há quem diga que Mestre Nunes é melhor escritor que guitarrista. Bem, para quem toca jazz de ouvido, acho que ele manda muito bem. Quanto ao Kurt, já tivemos oportunidade de escrever breves linhas sobre ele no Jazzseen.
Sexta-feira, Outubro 21, 2011

Jimmy Green disse...
Pedro Nunes é guitarrista chinfrim e escritor idem. Mas, a vida é boa, vamos brincar. Ainda bem que o John Lester Quartet só toca para os integrantes... do quarteto.
Rapaz, e eu nem sabia que o Jim Hall ainda está vivo. Delicadeza é pouco. Para ele a guitarra é mais que moça, é deusa.
Segunda-feira, Outubro 24, 2011
Marcador: Kurt  Rosenwinkel

Victor Biassutti disse...
Ótimo o escrito de Tarcísio sobre Geraldo. Tarcísio mantém seu programa Domingo Brasil na Rádio Universitária FM, creio que chegando aos 20 anos, sem nenhuma interrupção ou falta. Vem cumprindo um ideal. Bom que Tarcísios existam! Num desses programas, o de número novecentos e tanto, Tarcísio homenageou Geraldo Cunha, importante personagem da música brasileira, particularmente da Bossa Nova. Passamos um agradável dia em Guarapari, no lar de Geraldo e de Rosemary - que, aliás, preparou almoço delicioso para nossa turma: Tarcísio, Eliane, Haifa e eu, quando rolaram muitas horas de histórias de Geraldo com Tom Jobim, com Vinícius, Toquinho, Maysa, Elis e tantos outros grandes nomes de nossa história musical. Tarcísio aproveitou a inspiração e gravou matéria suficiente para o programa. E tem mais histórias de Geraldo Cunha: Gravador de rolo, compacto duplo, etc. Guarapari tem esse tesouro em seus arranha-céus. Segunda-feira, Outubro 31, 2011
Marcador: Geraldo Cunha

Victor Biassutti disse...
Novo que sou em Vitória (vim para cá em 1972), não fui aluno do teacher LP. Me parece que todos em Vitória estudaram com ele. Mas tenho aprendido a gostar cada vez mais desse personagem absolutamente parte da música capixaba. LP tem ido ao Wunderbar com frequência, canta e é solicitado pelo público que o admira, distribui suas coletâneas com total generosidade. Precisamos flagrá-lo em seus trajes cada vez mais sofisticados, com sapatos brancos e detalhes em marrom, gravatas em formato de fios com terminações metálicas, cheio de bossa, chapéus diversos, perenizando o tipo. Usufruamos!
Sexta-feira, Novembro 04, 2011

Érico Cordeiro disse...
Evoé, LP! Grande figura humana, simpaticíssimo - me deu a honra de estar no lançamento do Confesso que ouvi aí em Vitória e ainda me presenteou com várias coletâneas do melhor do jazz! E, claro, cantou e encantou!
Quarta-feira, Novembro 09, 2011
Marcador: Luiz Paixão

PREDADOR  disse...
Estes leitores pesquisados são uns alienados. Nunca David Sanborn será melhor que Lee Konitz, Steve Turre (o soprador de conchas) será melhor que Curtis Fuller, Joshua Redman melhor que Sonny Rollis, Hubert Laws melhor que Frank Wess, Pat Metheny melhor que Jim Hall e por ai vai, nessa listagem sem pé nem cabeça, totalmente descabida. Vão entender de músicos e música assim na p.q.p. É preciso ter muita paciência!
Segunda-feira, Novembro 07, 2011

Garibaldi Magalhães disse...
Como está pobre o jazz do terceiro milênio! Tirando um ou outro dinossauro, como Phil Woods e Buddy DeFranco, que penúria, que indigência! Há que com urgência inventar um termo pra definir essa coisa. Que tal Shitjazz?
Terça-feira, Novembro 08, 2011
Marcador: Downbeat Magazine.

Victor Biassutti disse...
Coisa linda, precisa, perfeita. Não conhecia esse guitarrista - Lanny. Um espetáculo.
Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Pedro J Nunes disse...
Rogério e essas coisas boas pro ouvido. Grande pedida essa - para mim - desconhecido guitarrista.
Segunda-feira, Novembro 28, 2011

Niltinho da Santa disse...
Legal, o Lenny tocando, embora se notem efeitos de sua ansiedade malsã em seu jeito de tocar, muito no fim, ele faz tudo para não terminar. Incrível que não saibam dele, a não ser os mais jovens, que sabem pouco de coisa nenhuma. O cara está nos créditos dos discos, pombas. Não sei se vc sabe, acho que deve saber, que ele tocava na banda do José Roberto Aguilar, um pintor de SPaulo mucho loco, que tinha essa banda, chamava-se Banda Performática. A crooner era a também pintora, hoje doutora em artes visuais e famosa Leda Catunda. Quem sabe vc viu no MAM, onde fizeram uma apresentação memorável. Uma das canções era A Orelha do Van Gogh, e tinha mesmo uma orelha enorme que ficava circulando pelo público. Outro envolvido era o Granato.
Mas acho q vc sabe disso tudo, não?
Pois essa atuação do Lenny é importante, tocavam muito, não sei se é possível achar alguma coisa na internet, mas que gravaram gravaram. Era muito famosa a banda e charmosa, com gente idem, a Leda, o Granato, a Loris Machado (morreu), o próprio Aguilar, que depois se tornou Vigian, quando virou ... aqueles da roupa laranja... Continua atuante como artista, é muito culto, intelectual e inteligente e principalmente maluco beleza. Fez a capa da última edição do Panamerica. Vc conhece esse livro, não? Do José Agripino, amigo dos tropicalistas. Se não conhece, compre e leia. A mais louca das coisas que li, o cara tinha carteira de doido. Morreu há uns anos. Era arquiteto, imagine.
Lenny está vivo sim, assisti um Instrumental Sesc com ele faz um ano. Muito louco, ele tocava tudo torto, confuso, embora com traços virtuosos. E falou, entrevistado por aquela apresentadora gracinha. Aí, mais louco ainda, uma fala meio abobalhada, infantil, embora contasse casos interessantes. Ele tem dificuldade de parar de tocar, daí que estica os solos, os arpejos etc. e isso dá para ouvir na gravação muito legal que vc postou. Aquilo é certamente um playback, ele se acompanha, acho.
Quinta-feira, Dezembro 01, 2011
Marcador: Lanny Gordon

Pedro J. Nunes disse...
Há quem não goste do Hammond no jazz. Eu primeiro ouvi o Hammond no rock, no Deep Purple, cujo tecladista, Jon Lord, sofreu forte influência de Jimmy Smith. Daí que não tive problema em ouvi-lo no jazz. Jimmy Smith vem sempre acompanhado de grandes guitarristas e é ótimo. De modo que, obrigado, Coimbra, obrigadíssimo. Abraçíssimo do Pedro Nunes.
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Marcador: Jimmy Smith

 Érico Cordeiro disse...
Mr. Coimbra, Isso é um clube de admiradores de jazz ou um clube de provectos jogadores aposentados de bocha?
Bom, acho o Elling meio "over". Prefiro-o num contexto mais discreto, sem os floreios e scats em profusão. Tenho poucos cds dele (uns quatro ou cinco), mas só ouço regularmente o Flirting With Twilight, que tem uma versão lindíssima de Moonlight Serenade.
Bom, aproveito pra votar na enquete, embora atrasado: Mel Tormé, Tony Bennett e Johnny Hartman (Chet Baker tá logo ali, correndo por fora).
Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Reinaldo Santos Neves disse...
O que sempre me surpreende no meio dos admiradores de jazz é a freqüente intolerância com que a maioria deles trata a opinião alheia, quando, é claro, contrária à sua. É o caso, aqui, da piadinha do nosso amigo Érico Cordeiro em relação ao juízo e ao gosto dos sócios do Clube das Terças que na enquete acima mencionada votaram em Louis Armstrong e Johnny Hartman (cantor que, incluído na lista do próprio Érico, torna-o também um provecto jogador aposentado de bocha). Por que isso, gente? Por que ninguém pode ser seletivo ou até excêntrico em seu gosto musical jazzístico sem ser logo agredido com uma piada sarcástica ou tachado de passadista ou, muitas vezes, coisa pior? É por isso que eu, com meus quarenta e tantos anos de ouvinte de jazz, mantenho-me ao largo desse meio em que grassam os que parecem ouvir jazz com o umbigo e, escarnecendo da opinião dos outros, subliminarmente atribuem às suas próprias o estatuto de abalizadas, definitivas e incontestáveis. A propósito, os três cantores em quem votei como melhores do jazz foram Louis Armstrong, Louis Armstrong e Louis Armstrong.
Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Predador  disse...
Veja o que a perda de tempo com um "cantorzinho de bosta" pode fazer. Um verdadeiro "strike" no Clube das Terças-feiras. Primeiro: discordo do articulador, mr.Coimbra, que diz ser um clube de idosos. Ele sabe e todos sabemos que os idosos (dentre mais de dez participantes do clube) são apenas três ou quatro, portanto não se caracterizando maioria; Segundo: este fato, desconhecido por mr.Cordeiro, não lhe dá o direito de fazer gozações pejorativas aos membros do Clube; Terceiro: quem realmente gosta desses "cantorezinhos de bosta", seguramente não são os ditos idosos do Clube das Terças.
Terça-feira, Dezembro 13, 2011

Érico Cordeiro disse...
Meu caro Reinaldo,
A piadinha infame nada tem a ver com o gosto musical dos membros do Clube das Terças (aliás, também endosso os nomes que emanaram da lista), mas sim da própria narrativa gariátrico-musical cantada em prosa e verso pelo nosso querido Rogério Coimbra.
Longe de mim a intolerância, o sarcasmo e o escarnecimento em relação ao gosto alheio. Apenas fiz uma tentativa de pegar o gancho deixado por nosso agitador cultural Coimbra e tentei dar uma descontraída - se pareci rude ou feri suscetibilidades, peço desculpas. Até porque dos vários membros do Clube das Terças que conheci pessoalmente - incluindo os simpaticíssimos Fernando Achiamé, Chico Brahma, Paulinho da Embratel, João Luis Mazzi, Pedro, Salsa, Coimbra e André (os dois últimos tive o prazer de reencontrar em uma recente viagem ao Rio) - todos me pareceram muito bem conservados para a idade que o Coimbra quer fazer crer que possuem.
E Mr. Predador, eu falei "bocha", viu? "Bocha"! Não há qualquer intenção pejorativa da minha parte.
Grande abraço a todos.
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Marcador: Kurt Elling

Predador disse...
Valeu pelo trabalho de sua postagem, mr.Coimbra, mas tudo isso não passa de uma inutilidade sem precedentes. Mais um endeusamento, sem mérito justificável, ao sr.Miles Davis. Quem está realmente com a razão é mr.Garibaldi de Magalhães, que faz uma análise precisa sôbre Miles e seu Kind of Blue. E estamos conversados!
Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Érico Cordeiro disse...
O tempo passa, o tempo voa e a galera continua falando e ouvindo Miles numa boa... O que não dá pra negar é que Kind of Blue é um discaço. Há outros discos de jazz melhores? Claro que sim, algumas dezenas... Mas poucos têm tanta personalidade ou foram tão influentes. Confesso que não tenho o conhecimento do Garibaldi Malalhães sobre a obra do Kenny G (e nem tenho discos do moço em casa) e nem posso me arriscar a prever que um dia o cabeludo será mais importante que Beethoven, mas sua intolerância me faz lembrar as sábias palavras do escritor capixaba Reinaldo Santos Neves: "O que sempre me surpreende no meio dos admiradores de jazz é a freqüente intolerância com que a maioria deles trata a opinião alheia, quando, é claro, contrária à sua".
Abração, meu ídolo!
Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Apóstolo Jazz disse...
"Kind Of Blue" é realmente um belo disco, ficando a pergunta = qual disco não é bom quando Bil Evans está presente? O livro é uma bela obra, tão bem editado quanto a gravação. Miles, enquanto trumpetista, ficou devendo e muito ao superior marqueteiro que sempre foi e ai, com toda a justiça, bato palmas para ele. Merece elogios um música razoável que conseguiu tantos adjetivos; há que respeitar esse tipo de talento. Até 1959 Miles "fez" JAZZ; após distanciou-se e, felizmente para ele (e infelizmente para nós que deixamos de contar com um músico de JAZZ), conquistou glórias em muitas e tantas mutações "musicais" com epítetos os mais variados: palmas para o marqueteiro, lamentável para o JAZZ.  
Prezado COIMBRA: um mais que FELIZ NATAL, que 2012 seja pleno de saúde, paz, sucesso pessoal e profissional, se possível alguns US$'s a mais e muito JAZZ, que ninguém é de ferro.
Terça-feira, Dezembro 20, 2011
Marcador: Kind Of Blue

Victor Biassutti disse...
Que espetáculo de "resumo"! Quantas opiniões, diversas mas convergentes...
Espetáculo. Vale um livro! Parabéns pela reunião.
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

Apóstolo Jazz disse...
Bela resenha de comentários, onde o mais importante é sempre a MÚSICA!
Feliz 2012 com muita saúde, paz e muito, muito JAZZ.
Sábado, Dezembro 31, 2011
Marcador: Comentários 2011.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PEQUENOS GRANDES COMENTÁRIOS.


Música Nas Alturas selecionou diversos comentários publicados em 2011. Cada um tem uma abordagem diferente, mas que formam um conjunto de opiniões que sempre foram respeitadas. A origem é da turma que prestigiou Música Nas Alturas e que graças a ela o blog recebeu mais de 13 mil visitas. Aos amigos, obrigado pela força. O que nos une é a música.

O jornalista Arthur da Távola costumava dizer que quem gosta de música e com ela convive diariamente, tem vida interior plena e, nunca, sentirá solidão. 


Vamos aos comentários. A origem das opiniões é indicada pelos marcadores, após cada texto.


Milton  Machado disse...
Rogério houve muitas manifestações sobre essa perda, mas poucas tão sensíveis quanto este seu texto. Sem falar da justa trilha sonora (Kuhn, que vc uma vez gravou para mim e me deu). Se eu não estava ali a teu lado quando Rute te presenteou o Coltrane, por certo estava por perto, talvez consultando os fundos antes de arriscar uma extravagância e comprar o último Miles. Todos meus importados comprei na Modern Sound. Extravagância será ficar sem isso. Esperemos os próximos Passos.
Sábado, Janeiro 01, 2011 

Eliomar (baiano) disse...
Eu gostaria de saber onde posso encontrar Sr Pedro para continuar comprando seus discos sou cliente desde 1984 e agora ficamos sem rumo é uma pena ficarmos sem a última referência em discos.
Quando eu telefonava e falava meu nome Sr Pedro dizia é o baiano.
E agora onde encontrá-lo?
Alguém pode ajudar por favor.
Segunda-feira, Novembro 07, 2011 
Marcador: Modern Sound

 Clovis  Castello Miguel disse...
Rogério: pra espanar a inércia é preciso levantar a auto estima do tímido capixaba. Quantos músicos fantásticos- vários partiram HeitorTP, BrunoMangueira, MarioB, BrunoLeão, RobertoMenescal. Aqui em Vitória temos grandes músicos e citá-los seria infindável. No Maravilha assisti shows que nada ficam a dever a shows da Modern Sound ou TomTom. Ao lermos "Viagem ao Espírito Santo-D.Pedro II ou 1808 veremos os registros da nossa timidez e inercia. Que qué isso minha gente.?? Podemos ser felizes sem pecar. Vamos aos shows.
Quinta-feira, Janeiro 13, 2011 
Marcador: Crônicas- Domingo Virou Sábado.


Danilo Souza disse.
Rogério, obrigado pela lembrança. O seu exemplar está reservado. Espero um contato para combinarmos a entrega (9982-4395 ou danilosouza@rtv.es.gov.br. Sem presunção, você me conhece, o livro resulta no primeiro lugar de memória consolidado da Rádio Espírito Santo, lembrando o trabalho dos pioneiros e dos protagonistas da história da emissora pioneira entre nós. Relatos orais, documentos, fotos e notícias publicadas em jornais e revistas compõem as 392 páginas, por meio das quais o leitor é convidado para uma viagem no tempo que remete à Era de Ouro do Rádio e a contribuição do Estado para esta época tão emblemática, desembarcando em 2010, quando a emissora completou 70 anos de existência. Um grande abraço, Danilo Souza.
Sexta-feira, Maio 13, 2011 
Marcador: Rádio Espírito Santo

Pedro J. Nunes disse...
Genial, aliás geniais: o texto sempre lúdico e fluido de Rogério Coimbra e essa faixa Molambo. E genial Dominguinhos, muito mais pra lá do que apenas um dos meus músicos favoritos. Música nas alturas é isso.
Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011 
Marcador: Dominguinhos.

Ernani Salles disse...
A gente sempre achava que Tom Jobim plagiava. Mas com esse artigo a coisa fica mais pela adaptação, pela reverência. A Lúcia Branco foi mestra de muitos. Tem uma plaqueta dela lá na sala Cecília Meireles. Valeu, Coimbra, valeu, Wolff.
Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011 
Marcador:  Daniel Wolff


Jorge Seadi  disse...
Parabéns,amigo Rogério pela importante iniciativa.A vida deu-me a chance de formar o primeiro conjunto,em 1962,voltado à bossa e à MPB,com contornos jazzisticos.Convidei os tb amigos Mario Ruy e Afonso Abreu (debutando no baixo)para integrá-lo,q o fizeram com enorme competência.Tivemos tb eventuais competentes colaboradores como o saudoso Honório Ramalho/sax alto,Cristina Esteves e Virgínia Klinger.Tocamos durante um bom tempo no Praia,às 4as e 6as,no Iate às 3as e 5as e aos domingos em outros clubes, como o então Clube Vitória.Jamais deixei de cultivar a boa música.Tive a honra de ser convidado para tocar com a SARAH VAUGHN,qdo esteve por aqui no final dos anos 70,em reunião informal onde participaram MARIEN,L.PAIXÃO,EVANILO,MOACYR,ARTHUR M.LIMA,etc,na casa do MARÍLIO CABRAL.Abraço,
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011 
Marcador:História da Bossa Nova em Vitória- Introdução



Clóvis Castelo disse...
Justa denominação “voluntários": são pessoas entusiastas que mantém viva a chama da boa musica e acendem a paixão ao divulgá-la. Chamaria de "baluartes" ao Victor Biasutti"o Leão", Rogério Coimbra, Oleari, Marien, Tarcíso Faustini, Luiz Paixão, Osvaldo Lorencini. Com essa guarda pretoriana será difícil sermos batidos pelo brega.
Quarta-feira, Março 02, 2011
Marcador: Crônicas - Voluntárias da Pátria



Milton Machado  disse...
Amigo, que inveja dão esses caras, que até de bala perdida produzem música doce. Que elegância, que economia (aliás, ela fala disso). Nosso Jamandou deveria ouvir isso todo dia. O que me perturba especialmente é que ele, como outros feras, tocam com os dedos, algumas vezes com uma palhete entre o polegar e o indicador. Pra leão. Nosso Lubambo toca só com os dedos, já viu? Considero este um dos melhores guitarristas brasileiros. O melhor? No tipo de instrumento dele, sem dúvida. Ricardo Silveira colado ali, na elétrica. Páreo duro.
Quinta-feira, Março 03, 2011
Marcador: Larry Carlton



Genserico Encarnação Jr. disse...
Rogério. Estou querendo passar um texto de minha autoria para você.A publicação do mesmo foi incentivada por sua matéria recente na Gazeta sobre a vinda de Sarah Vaughan a Vitória. Trata-se de uma brincadeira. Acesse o atalho:http://ecen.com/jornalego/no_274_sarah_vaughan_em_vitoria.htm ou vá ao meu site pelo endereço: www.ecen.com/jornalego e acesse o texto de número 275 na relação à esquerda. Se não conseguir me avise em jornalego@terra.com.br
Abraço do Genserico.
Terça-feira, Abril 19, 2011 
 Genserico disse...
O número do texto é 274 e não 275 como informei.
Terça-feira, Abril 19, 2011 
Marcador: Carnaval e Carnavais.





Érico Cordeiro disse...
Grande Coimbra,
Esse é fera mesmo. Gosto muito dos seus discos pela Riverside e pela Blue Note. Já escrevi uma resenha sobre ele no jazzbarzinho ( http://ericocordeiro.blogspot.com/search/label/Blue%20Mitchell ).
O disco era o The Thing To Do e, prá variar, nosso amigo Predador não gostou muito :-) Segundo ele: "A fase na Blue Note a partir de 1964 foi, no meu entendimento "horrorosa", inclusive esse disco The thing to do, discordando diametralmente de você mr.Cordeiro.".
Domingo, Março 13, 2011

Marco Antônio Grijó disse...
O Blue Mitchell junto com o Junior Cook, resolve tudo. O som é o disco “ Cup Bearers”, e, o outro, “Blue Moods”, com Wynton Kelly e Sam Jones- uma verdadeira aula. Quanto ao Predador, ele sempre morre no final, não é assim no filme ?
Domingo, Março 13, 2011 


PREDADOR.- disse...
O assunto em questão é Blue Mitchell ou PREDADOR????? Parece que vocês estão se preocupando demais comigo e deixando em segundo plano seus comentários ou opiniões sôbre o músico resenhado. Mantenho minha opinião sobre o disco "The thing to do" e da fase horrorosa (a partir de 1964) de Mitchell na Blue Note e acrescento ainda: 1.com Horace Silver sua fase boa foi até mais ou menos 1960. Depois o "funk" imperou e o repertório desandou; 2. "Cup Bearers" não é um dos melhores álbums de Blue Mitchell para serem citados como referência. Como líder, seus discos principais mais importantes para o jazz foram "Blue's Moods", "Out of the blue". Cito ainda "A sure thing", "The Big 6", "Blue Soul", como álbums de destaque, comprovando o ótimo trumpetista que era(melhor mil furos acima de Miles Davis). Bom, já escrevi bastante, e, não cabe a mim ficar dizendo que se tem de gostar deste ou daquele músico, desta ou daquela gravação. Retrucando o que você disse, mr.Coimbra, não fico buscando defeitos em músicos ou músicas. Critico, como purista que sou, apenas o que acredito estar fora do contexto do jazz, respeitando acima de tudo o mais importante: o gosto musical de cada um. E, estamos conversado!!!!
Segunda-feira, Março 14, 2011 

Fernando Rueda disse...
Prezado Rogerio
Alo e obrigado. Conheci mr Blue Mitchell pessoalmente, passamos umanoite de farra em Baires , ele acompanhando a big band de Ray Charles.Gente fina, grande músico. Obrigado
Fernando Rueda
Terça-feira, Março 15, 2011 
 Marcador: Blue Mitchell


PREDADOR.- disse...
Ótimo baterista, mas acha-se incluído no rol dos "músicos de fases", principalmente depois dos anos 70, quando aliou-se ou liderou grupos de músicos não tão bons como os citados por você, mr.Coimbra em seu comentário, advindo daí repertórios não muito agradáveis e muita "pancada nos tambores". O que não anula sua boa desenvoltura dentro do jazz, tanto como sideman ou com líder. Procurem escutar o álbum "Out of the Aftarnoon"(1962) que Haynes lidera, mantendo sob suas "rédeas" Roland Kirk e um "drum solo"- faixa 4.hyppidy hop- do disco "Whereas"(2006) e captem a versatilidade do "moço" nas "baquetas e tambores".
Segunda-feira, Março 14, 2011 

Marco Antônio Grijó  disse...
Roy Haynes é de vanguarda desde o início de sua carreira. Um cara que vai de Sarah Vaughan a Chick Corea só pode merecer minha admiração e concordo com Coimbra a respeito de sua participação com Getz.Parabéns Mr. Haynes.
Segunda-feira, Março 14, 2011 

 figbatera disse...
Pois é, e tem gente que não gosta.
Marcador: Roy Haynes


Ester Mazzi  disse...
O blog "Música nas Alturas" do Rogério Coimbra é o google da música capixaba.
 Terça-feira, Março 15, 2011
Marcador: História da Bossa Nova em Vitória- III


Paulão disse...
Olá Rogério, muito bom o blog, em particular o texto sobre nosso amigo multiinstrumentista Jola: ortopedista, músico, marceneiro, curtidor da Bahia... Valeu a inclusão do meu nome que me fez recordar aqueles bons tempos. Após esses anos só estou um pouco mais... feião.
Jola, parabéns pelas músicas, sambinhas da melhor.
Segunda-feira, Abril 04, 2011 
Marcador: Meus Caros Amigos

figbatera disse...
Interessante isso!
 ps.: O Pres. é muito radical, né? rsrsrs...
Segunda-feira, Abril 04, 2011

Victor Humberto disse...
Olá Rogério,
Ainda não me animei a testar o Shazam.
Mas já tenho no Iphone o Google por voz (não é preciso digitar um assunto, basta falar, com índice de acertos elevadíssimo) e o Google por imagem (tiro uma foto da lata de Coca-Cola e o programa devolve informando ser a Coca-cola, nascida em ..., tal lugar,... toda a ficha técnica).
Esse da imagem, só consegue identificar imagens importantes, conhecidas, mas o banco de dados será ampliado e, suponho, vai buscar as fotos do Facebook, etc. Logo logo tudo estará explicitado.
A música, via Shazam, deverá percorrer (ou estar percorrendo) o mesmo caminho. O banco será ampliado infinitamente.
Abraço, Victor
Segunda-feira, Abril 04, 2011 

themasterchieff disse...
Fala doutor!
O shazam não é o único aplicativo para iPhone/iPad capaz de identificar musicas, existe outro que descobri recentemente (soundhound) que funciona do mesmo modo porém com uma funcionalidade muito interessante. Vc pode cantar a Musica que ele identifica tb. Se não souber cantar tb não tem problema, pode murmurar, humhurar, assoviar no ritmo que ele tb identifica com um grau de precisão que Me surpreendeu muito. Essa tecnologia vai longe!
Terça-feira, Abril 05, 2011

Érico Cordeiro disse...
Coimbra,
Tenho um amigo que tem o Shazam no IPhone e o negócio é impressionante. Coloquei umas 10 músicas (Lee Morgan, Bill Evans, Duke Ellington e uma cacetada de outros) e o bichinho não errou uma!
Dá vontade de comprar um IPhone e andar com ele, sobretudo no carro, pois gravo meus cds (não coloco meus originais no carro nem que a vaca morra de tuberculose) e depois não sei quem é que tá tocando, qual o disco, o nome da música (blindfold comigo é "rúim").
Mas é muito legal e dá prá brincar adoidado!
Abração!
Quarta-feira, Abril 06, 2011

Milton Machado  disse...
Cara, o tal do Shazam é incrível mesmo. Testei com Glad do Traffic e com uma bobagem Big Girls Don't Cry que tocava no rádio, em segundos identificou com ficha técnica e o escambau. Minha nossa.
Imagine quando chamarem o Surfista Prateado. Vai ser a maior onda.
 Quarta-feira, Abril 06, 2011 
Marcador: Blindfold Test.

Ernani Salles disse...
Atenção: Loucura ! Xico Xavier Cougat rides again.
O pessoal da www.lastfm.com.br está anunciando o saxofonista Bill Evans e colocando as fotos de Bill Evans pianista além do seu perfil , nosso saudoso gênio do jazz.
Assim, vou a Rio das Ostras até debaixo de chuva.
Quinta-feira, Abril 14, 2011
 Marcador: Rio das Ostras Festival.


Ernani Salles disse...
Ufa, esse concerto deve ter sido bom. Ruim é depender do humor do artista e do comportamento de seu vizinho.
Tossir, é inevitável, é um sintoma de desconforto e tensão. Não há um espetáculo, seja de música ou teatro, onde as tosses não estejam presentes. No cinema é mais difícil.
Agora, se o clima já é de "proibido tossir", aí é que se tosse mesmo. Abuso das fotos (flashes)já é outra história.
Mas Keith Jarret deve ter saido feliz por dividir sua arte, de primeira, com os brasileiros.
Bela narrativa do Turi Collura.
Sábado, Abril 16, 2011
 Marcador: Keith Jarret

figbatera disse...
Beleza! Eu frequento a casa desde a inauguração; já era amigo do Mike e acompanhei sua luta pra construir aquele "templo".
Valeu a pena. TribOz é hoje parada obrigatória pra quem curte a música boa qualidade.
Parabéns, Coimba, pela ótima e justa homenagem que vc presta à Jessica e ao Mike. Eles mais qe merecem...
Espero encontrá-lo por lá em breve.
 ps.: gostei tb da cantora Liz.
Quinta-feira, Junho 23, 201
Marcador:Triboz


Ester Mazzi disse...
Rogerio, é uma pena eu não ter visto o "Rio Sonata:Nana Caymmi". Gosto de tudo que Nana canta, ela canta com alma e ela é corajosa porque já gravou músicas com letras pesadas, muito sofridas, só ela faz isto. Gosto de todos os discos dela, mas destaco o "Voz e Suor", repertório belíssimo, acompanhada por Cesar Camargo Mariano - só os dois - é lindo. Amo Nana!
Segunda-feira, Maio 02, 2011
 Marcador: Nana Caymmi.

Pedrocardoso@grupolet.com disse...
Excelente postagem que me traz as mais belas recordações de Conover, com quem "amadurecí" minhas caminhadas no JAZZ.
Há um documentário com Willis Conover muito bem produzido pela "National Arts", em que ele fala de sua paixão pelo JAZZ, do programa, da recepção na Casa Branca etc.
Felizmente gravei esse documento em VHS e o mantenho com carinho
Quinta-feira, Maio 05, 2011

João Luiz disse...
Ótima essa postagem mr.Coimbra, proporcionando-nos viajar no tempo e relembrar os bons momentos, sintonizando a "Voz da América" para ouvir jazz, através das ondas do rádio, muitas vêzes utilizando uma antena quilométrica de fio 16" presa no alto de uma goiabeira e com uma esponja de aço (vulgo bom-bril) na ponta do fio, para evitar o chiado. Eh, tempo bom !!!
Quinta-feira, Maio 05, 2011


pedrocardoso@grupolet.com disse...
Prezado COIMBRA:
 Willis Conover sempre foi, além de conhecedor de JAZZ, um "desbravador", ainda mais no final dos anos 40 e início dos anos 50, em que tantos tentavam entender PARKER (tradicionalistas x vanguardistas em discussões estéreis e infindas).
Se ainda tivesse mantido seu programa, com certeza programaria JAZZ de direita, de esquerda, do centro e, principalmente, dos céus, que abrigam o JAZZ.
Quinta-feira, Maio 05, 2011


pedrocardoso@grupolet.com disse...
Prezado COIMBRA:
 Vivo em São Paulo, mas nascí carioca. No Rio estudei, trabalhei, formei-me e dei início à família que, felizmente, tenho.
A Biblioteca Thomas Jefferson era ponto obrigatório de visitas e consultas, assim como visitar a biblioteca/fitoteca da Embaixada americana, na Presidente Wilson, bela fonte de "fitas de rolo", muitas das quais copiei em K7 e ainda possuo (VOA).
É importante assinalar ao lado dos programas radiofônicos dedicados ao JAZZ citados, o de Luiz Carlos Antunes, o "Lula" ´(Rádio Fluminense-FM, 94.9, Niterói, terças feiras das 22 às 24 horas), "O Assunto É Jazz", fonte inesgotável do bom JAZZ, sempre irradiado ao vivo e que totalizou 29 anos no ar até 27/09/1994.
Sexta-feira, Maio 06, 2011


Marcos Tavares disse...
Não ouvi jazz na Rádio América, nem li essa sua aludida página de 1963.Muito lamento. Sim, eu era apenas um garotinho de 7 anos. Mas,já fazia,sem querer ,o meu próprio jazz: batia freneticamente nas panelas de casa.Para desespero de minha pobre mãe.
Gostei dessa ideia sua, RC : a do jazz enquanto (sic) ideologia de liberdade ,a invadir o reprimido Leste Europeu. Original.Nunca eu lera isso antes.
Quanto à preferência dos da Turma da Terça, já que eventualmente vou lá, vou logo avisando: não sou de direita ,nem de esquerda (que me perdoe o meu saudoso tio Benjamim Carvalho Campos ! ) . Nem desses que ficam em cima do Muro de Berlim. Sou (graças a Deus ! ) um convicto anarquista. Como(creio) convém aos de espírito autenticamente jazzístico. Friso: free jazz. (Marcos, o Tavares )
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
Marcador: Willis Conover


John Lester disse...
Prezado Mr. Coimbra, retirados os excessos quanto à minha contribuição, considero louvável este tipo de repositório de lembranças e registros. É o jazz presente em blogs brasileiros. A luta continua!

Grande abraço, JL.
Segunda-feira, Maio 09, 2011 

Ernani Salles disse...
Caro Coimbra:
Deve ser interessante uma releitura desse trabalho de Marcus Miller, inovador há 35 anos, lançado no LP TuTu, de Miles Davis, sem dúvida uma noite de clima ao inverso provavel ar zen budista que Wayne Shorter deve impor na primeira noite das duas dobradinhas.
A BMW fica devendo um festival mais consistente.
A programação do Rio das Ostras está mais densa e diversificada.
Mesmo sendo uma segunda e uma terça, vale um pequeno esforço.

Quarta-feira, Maio 11, 2011

Elisa disse...
Vamos Coimbra? Vá em meu lugar e me represente pois estarei um pouquinho longe, uma pena. Farei de tudo para estar em Rio das Ostras. Queria conhecer essa cantora, Sharon Jones
Quarta-feira, Maio 11, 2011 

 Érico Cordeiro disse...
Grande Coimbra,
Obrigado pela lembrança do Jazzbarzinho.
A idéia do encontro de blogueiros foi do meu amigo e compadre (e blogueiro também) Celijon.
Tomara que dê certo - adoraria voltar à capital capixaba!
Abraços (pena que não vou poder ir ao BMW).
Sábado, Maio 14, 2011 

Curiosa disse...
Coimbra, muitos parabéns pelo seu blog ...você faz um belo trabalho aqui ... de pesquisa mesmo ... parabéns!
e mais uma coisinha, eu não conhecia esse vídeo .... hahahaha! eu ri muito, muito ... grata por compartilhar ... abraço!
Domingo, Junho 26, 2011 
 Marcador: Blogues.


Santa disse...
Coimbra,
A Bossa Nova deve ter acontecido em todo Brasil dessa maneira, devagarinho, conquistando os jovens.
Só não concordo com essa de que Scott Fitzgerald adoraria a Bossa Nova. Céus, o homem era agitadíssimo.
Gostei das outras historinhas.
Beijão.
Segunda-feira, Maio 16, 2011 

John Lester disse...
Ah, sim! Quanto ao Fitzgerald ouvindo bossa nova, acho perfeitamente viável. Basta pensar em Chet, um dos personagens mais loucos do jazz - gostava de carros velozes, cópulas rápidas, sucessivas e com diversas mulheres, corria de traficantes, falsificava receitas médicas, roubava seus próprios álbuns em lojas de New York para revendê-los nas ruas, comprando assim sua cocaína e heroína. No entanto, que música doce, delicada e singela sabia fazer...
Como diria Rosa: O mais dedicado pai de família é o mais sanguinário assassino.
 Eu, que adoro Bebop, devo ser um bunda mole.
Terça-feira, Maio 17, 2011 
 Marcador: História da Bossa Nova em Vitória-VII

Victor Humberto SalvatoB Biasutti disse...
Olá Rogério,
Título sugestivo - Vitória ou vitória, e grande orgulho de ter sido incluído por você, com um dos vitorienses vitoriosos.
Sempre agradecendo por sua generosidade.
Você anda sumido... Apareça mais.
Abração, Victor
Domingo, Maio 22, 2011 

PREDADOR.- disse...
Esta estampa do convite do Turi é a cópia da capa de um disco de Sonny Clark (Sonny Clark Trio, gravadora Blue Note, de 1957). É plágio ou foi uma "proposital coincidência"???????
Segunda-feira, Maio 23, 2011 
 Marcador: Bruno Mangueira- Victor Humberto


pedrocardoso@grupolet.com disse...
Prezado COIMBRA:
Felizes os então mortais de Vitória, por poder ver, ouvir e um pouco conviver com a absolutamente maravilhora SARAH, dona da voz "absoluta".
Bela resenha, belas recordações de quem viveu.
Segunda-feira, Maio 23, 2011


João Luiz disse...
Onde estava eu, que não fui ver/ouvir miss Sarah?Relato fantástico, mr.Coimbra, de sua curta e agradável convivêcia com Sarah Vaughan e seus músicos, em Vitória. Fico aqui imaginando as histórinhas que Jimmy Cobb lhe contou. Depois vou querer saber! Parabéns por relembrar-nos dos grandes acontecimentos musicais que tinhamos aqui na ilha. Bons tempos!
Segunda-feira, Maio 23, 2011

Ester Mazzi disse...
Assisti ao show de Miss Vaughan no Teatro Carlos Gomes com um gravador de fita K-7. Logo que entrei no Teatro, ouvi dizer que era proibido gravar. Ignorei tal comentário e começou o show e meu gravadorzinho já estava gravando, quando de repente Milson Henriques falou pra Marien que eu estava gravando, daí me ameaçaram de tomar o meu gravador e eu fui obrigada a desligá-lo e guardar na minha bolsa.
 Assisti ao show, belíssimo, foi uma noite de gala pra Vitória.
Engraçado, alguém gravou este show escondido em fita de rolo, que por sinal está guardada aqui em casa - a gravação está boa e a fita bem conservada, guardo esta fita com muito zelo e não adiantou a proibição, e nem me lembro como é que esta fita veio parar aqui em casa.
.Terça-feira, Maio 24, 2011

Érico Cordeiro disse...
Maravilhosa resenha, Mr. Coimbra!
Fantástico!
Tive a honra de conhecer pessoalmente o Marien e passei uma manhã deliciosa em sua casa, conversando e vendo tantas fotografias de músicos que ele (com sua preciosa colaboração) levou até Vitória.
Obrigado por repartir conosco essas histórias tão emocionantes!
Que venham mais!!!
Quarta-feira, Maio 25, 2011

John Lester disse...
Rogério, essa resenha é uma grande sacanagem com as pessoas que não estavam presentes. Somente quem viveu essa experiência pode avaliar o que nós perdemos!
Quinta-feira, Maio 26, 2011

Jorge Saadi Filho disse...
Caro Rogério.Da primeira vez q a Sarah esteve em Vitória, recebi um tríplice telefonema do saudoso Moacyr Barros,Evanilo Silva e Marílio Cabral,gentilmente me convidando para estar na casa do Marílio, eis que o piano estava desocupado e a Sarah queira ouvir um pianista local, brasileiro. Isso, num domingo, altas horas!Fiquei surpreso, pois trabalharia no dia seguinte,cedo.No entanto, não poderia negar para tão queridos amigos!Lá chegando, soube q vc e o Afonso Abreu já tinham ido embora,o q lamentei.Restaram somente,Marílio e Sonia,a imortal Sarah,Moacyr,Evanilo,Luiz Paixão, Marien e Arthur Moreira Lima q iria dar um concerto no dia seguinte.Então perguntei, por que eu tocar,se o grande pianista Arthur lá estava,qdo ele respondeu q não tocava popular.Realmente,foi uma grande satisfação e honra tocar para a Sarah,porque sempre fui simplesmente um amador, apaixonado pela música, apesar de ter tocado e/ou gravado com grandes nomes da MPB e em alguns locais importantes, como p. ex. OS CARIOCAS,SEVERINO FILHO (gravação tema da TV GAZETA,JOSEPH STANEK/gaitista da SINFÔNICA DO RJ,ABL-ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS onde em 2009 toquei músicas de Jobim e Vinicius;Paulo Moura,Miucha, Tito Madi,Maysa,Miele,etc,etc,fosse em 'canjas' no RJ e Vitória,fosse em reuniões de amigos, como no caso da residência do Marílio em Sonia com a imortal Sarah!Todos nossos amigos aqui citados estão vivos, exceto o grande e saudoso Moacyr,para atestarem esse histórico momento. Há pouco tempo,o Luiz Paixão e eu conversamos sobre aquele maravilhoso momento.Simplesmente faço esse registro em nome do resgate da verdade,em respeito à credibilidade do seu site e tb da sua elevada capacidade profissional.Abraço, Jorge Saadi Filho
Segunda-feira, Agosto 29, 2011
 Marcador: Sarah Vaughn


Claudio Abreu disse...
Tenho a honra de ser amigo de Paulo Branco, esse roqueiro capixaba incrível. Devido a isso, já tive oportunidade de ganhar uma cópia do seu terceiro CD, o que me permite afirmar e informar: é rock mesmo, da melhor qualidade, com arranjos super bem elaborados e interpretações vocais e instrumentais incríveis.
Em meados dos anos 60, escutei emocionado, pela primeira vez, alguém tocando uma música minha. O gozado que foi ali, quase em frente da antiga casa de Rogério Coimbra - titular desse site. Ela que ficava perto do bar Miramar, na antiga Praia Comprida, que depois acabou sendo incorporada pelo termo Praia do Canto.O mar vinha até perto das castanheiras, que até hoje ainda existem por lá.
Mais ou menos onde hoje fica o McDonalds, havia um calçadão, que tinha um porção de pedras para protegê-lo das ondas do mar.
E foi sentado naquelas pedras, que o vi, com um violão, tocando a primeira música que fiz, quando tinha uns 16 anos. Uns 30 anos depois acabei fazendo uma letra para ela, que ele fez o arranjo e tocou no meu primeiro CD.
Anos mais tarde, por volta de 1974, moramos juntos numa "república" em Ipanema, no Rio. Eu adorava vê-lo tocar suas próprias musicas, com destaque para "Triste manhã"; não tenho como não falar também em todas(eu disse todas!) as músicas dos Beatles e do seu maior ídolo Jonh Lennon, que ele tocava e cantava com perfeição.
Quando ele voltou para Vitória passou a fazer uma porção de músicas com meu querido irmão Afonso Abreu. E em 1999 coloquei a letra numa linda melodia dele, que ganhou o nome de "Anos 2000: por que não ousar?", que é faixa de abertura do meu segundo CD. Na letra utilizei algumas idéias contidas em "Imagine", de Lennon, citando a fonte e oautor no próprio texto.
Foi com muita alegria que saí do Rio e fui pra VIX exclusivamente para os lançamentos dos seus dois primeiros CD´s. E certamente estarei aí para lançar o seu terceiro disco, "Dias estranhos", que acredito ser o top de linha, o mais maduro e o melhor interpretado e arranjado. Ou seja, o nossso roqueiro está numa ascendente, com certeza. Parabéns, meu caro amigo Paulo Branco, por esse seu novo e extraordinário som, que enobrece ainda mais a música capixaba.
Terça-feira, Junho 07, 2011 

Sergio Rouver disse...
Olá Coimbra, sinto-me tremendamente honrado em ser citado no seu blog... quero dizer também da minha satisfação e alegria em ter conhecido o Paulo Branco e ter tido a oportunidade de gravar em todos os seus 3 cds... no primeiro coloquei um dos meus primeiros solos como saxofonista profissional; isso não tem preço. Agora, sinto-me mais maduro (até pelo passar dos anos) e tendo novamente essa oportunidade, digo que sou uma pessoa abençoada. Obrigado Coimbra pela deferência e ao grande amigo Paulo por me dar essa oportunidade de ser seu amigo. Que venha o lançamento!!!
Quarta-feira, Junho 08, 2011

Jorn. José Maria Souza disse...
Caro Rogério
Por um desses desvarios da vida que a gente não consegue explicar, mas que certamente nos levam a refletir e, por isso mesmo, com a depuração que só o tempo nos concede, passei alguns anos afastado do meu amigo e irmão Paulo Branco.
Nosso reencontro, recente, foi celebrado com ele me presenteando com "Dias Estranhos". Amante do jazz, sempre fui arredio ao vigor do rock e aqui não cabe entrar em detalhes. No entanto, esta atual obra do PB arrebata do início ao fim mesmo os mais reticentes como eu. Como você mesmo disse, é roquenrol puro, na veia e altamente palatável.
Porém, maduro, creio que seja o termo definitivo que perpassa este momento mágico que ele e seu filho David vivem/dividem e que se materializa da primeira à última faixa. Destaco "Olhos de Espenho" e "Dom Marien". São obras primas, em minha humilde opiião.
Um grande abraço Rogério, Paulo e David.
Estarei presente ao lançamento no Jazz Café.
Até lá.
Quarta-feira, Junho 08, 2011

Jorn. José Maria Souza disse...
Caro Rogério
Diz um ditado indiano que quando as pessoas estão reunidas em prol de bons propósitos o universo conspira a favor.
Daí a sacada de nosso irmão PB para decifrar a Moqueca com U e com isso ampliar o que os marqueteiros chamam de market share. E com a vantagem adicional da gratuidade - mídia espontânea.
Obrigado pelas suas palavras e pela bela história.
Prometo tornar-me um assíduo frequentador deste nobre espaço.
Quarta-feira, Junho 08, 2011 

Claudio Abreu disse...
Rogério,
 Grato pelas suas palavras, mas tive que escrever pois PB merece todos os parabéns do mundo pelo seu incrivel terceiro CD. Aproveito para promovê-lo aqui a Maestro do Rock Paulo Branco!
 Confesso que fiquei surpreso com a sua explicação: Muqueca = MÚsicaQueéCapixaba
Fantástico!!!
 Mas não posso conter a pergunta que não quer calar: quando é que você vai fazer o seu primeiro CD autoral?
 Poxa, Rogério, se eu que não sou do ramo, já fiz dois, na proporção você já está nos devendo, por baixo, no mínimo uns quatro... rsrsrsr...
 Que tal materializar toda essa sua energia? Já está mais do que na hora de você gravar suas musicas para que elas não se percam por aí.
 Quinta-feira, Junho 09, 2011 

  Claudio Abreu disse...
Grande Rogério,

Gostei muito ds sua expressão "entre uma copa e outra"... É um jeito bem brasileiro de dizer quatro anos. A essa altura do jogo, nós sessentões que já estamos por volta dos 25 minutos do segundo tempo, quantas copas ainda teremos pela frente?
 Deixa de enrolação, amigo Rogério. Faça um CD autoral para que seus amigos se encantem por suas músicas; e depois façam comentários pertinentes, tal como você faz com os dos seus amigos, com grande competencia.
 Ou seja, saia da platéia e vá para o palco. Afianl, você tem muito a mostrar lá de cima.
 Quanto à questões de ordem pratica, acho que a Lei Rubem Braga poderia lhe dar um boa ajuda financeira.
 Quanto a quem confiar o seu "material tão ingênuo", como você o definiu com um enorme excesso de modéstia, é facil: basta chamar o nosso maestro Paulinho Sodré que ele resolve tudo: transcreve e cifras as músicas, faz os arranjos, escolhe e convida os músicos e dirige as gravações.
 Depois chame o meu irmão querio e seu amigo e parceiro Afonso Abreu para ajudar na mixagem e pronto, é só mandar masterizar, pediar alguem para fazer o material grafico e mandar prensar.
 Quanto aos músicos e intérpetres, com certeza não irão faltar grandes opções - a sua maioria seus amigos - nessa nossa cidade querida onde o bom som habita e nos encanta.
 É simples mesmo assim, pode acreditar. Tirando a utilização da Lei Rubem Braga, a qual não pude usar por morar no Rio, foi como eu fiz.
 Rogério, chega de mas, mas. mas e vamos lá... rsrsrs...
 Sábado, Junho 11, 2011 
 Marcador: Paulo Branco


José Roberto Santos Neves disse...
Que belo texto, Rogério. Parabéns! Você conseguiu expressar o sentimento de milhares de ouvintes. Também tenho orgulho em ter o João Gilberto como nobre representante da cultura do nosso país tão maltratado por certas elites e inimigos do povo. JG é moderno, sensível, vanguarda, é brasileiro e é universal. Enfim, é o Brasil que deu certo. Sds
Sábado, Junho 11, 2011 


Victor Humberto Salviato Biasutti disse...
Olá Rogério,
Lindo o seu texto sobre João Gilberto.
Abrangente, profundo, musical, pessoal, político...
Os ídolos que não temos mais!
Não o chamaria de "esquisito", mas de "exigente".
Boas as observações de Ester, Santa, Ernani, José Roberto e Eliza. Para a Santa, da "máquina", eu diria que sempre será tempo de conhecer mais sobre João Gilberto.
Segunda-feira, Julho 11, 2011 

Marcos Tavares disse...
Tive sorte de, nos idos de 1974/1975, ter no Colégio Estadual (Vitória-ES) um professor de Química que muito nos incutia o gosto não somente para a Tabela Periódica, mas, sobretudo, para a Bossa Nova. Diziam ter ele um programa na Rádio Espírito Santo. Já não mais seu aluno, passei a acompanhar os seus programas. Era Edson Silva o seu nome. Gostávamos muito dele. Figura leve até fisicamente. Sutil, ele, como as participações frasais do João Gilberto. Inesquecível EDSON , musical até no nome. Muita luz nos apontou. (Marcos Tavares)
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
 Marcador:João Gilberto.




Victor Humberto disse...
Olá Coimbra, Rogério.
Que maravilha deve ter sido esse show, com gente tão grande e com músicas que devem ter sido excelentes, a contar por "When I Fall In Love” e “In A Sentimental Mood”. Na crônica de hoje de A Gazeta intitulada "Mais encantos da monarquia...", José Irmo Gonring fala que Luís Moulin, em Guaçuí, "ouvia música clássica a todo volume, em sua casa, que era uma forma de elevar o gosto musical da vizinhança."
Sérgio Millan de suas bandas, Moulin das nossas... e assim a boa música vai se mostrando.
Instale uma webcam no poste da esquina do Wunder para acompanhar as coisas lindas que acontecem. Só tome cuidado com o cãozinho da Kátia: ele gosta de poste!
Segunda-feira, Junho 20, 2011

Ernani Salles disse...
andei pensando e a gente vê poucos músicos de rua no Brasil. Deve ser aquela mentalidade ainda de que músico é marginal e desqualificado. No nordeste você ainda encontra muito em feiras livres. Aqui no Rio, um ou outro no largo da Carioca e uns metidos à besta no Leblon.
Só mesmo roda de samba ou de choro, mas mesmo assim dentro de um bar ou na calçada do mesmo.
Na rua, na rua, nada.
Segunda-feira, Junho 20, 2011 

John Lester disse...
Prelado Mestre, a pura verdade é que o jazz nasceu nos puteiros de New Orleans. Os músicos negros ficavam escondidos por trás de biombos, de modo que não incomodassem as investidas dos ricos clientes brancos sobre as meninas.
Uma longa história, a do jazz.
Quanto ao show, você sabe que perdi os ingressos para o Joshua e resolvi, em protesto, não ir aos demais.
Quinta-feira, Junho 23, 2011 

Érico Cordeiro disse...
Grande Coimbra,
Maravilha de post! Me senti na platéia do Teatro Casa Grande, sacudindo o esqueleto ao som de Mr. Miller.
O figuraça érgio Millan não é outro senão o meu amigo Sérgio Sônico, do blog homônimo, que ludica e quixotescamente faz o jazz ganhar as ruas com seus discos - boa parte deles fora de catálogo!
E sobre o vídeo de Stand By Me, do projeto Playing for change, postei-o no jazzbarzinho no domingo passado - dá uma olhadinha lá, ok?
Terça-feira, Junho 28, 2011


Sergio  Sônico disse...
Grato, Coimbra, fico honrado, mas de tão ocupado, só fui saber dessa postagem via "Jazz + Bossa +" tudo enfim...
Só não intindi o "metido a besta". É porque é jazz, é pq é Leblon ou será, as duas coisas, ou será pq alguém acham (assim mesmo, ca concordância torta) q não é samba? Ora, rola por lá, em disco, de Carmem Miranda e o argentino mais bom sujeito do mundo, Oscar Aleman a Cyro Monteiro, Zé Keti, Paulo Vanzolini com Carmem Costa... Infim, na lojinha rola de tudo (que não está dando sopa nem nas melhores casas do ramo). Privilegio o jazz, porque... sim. Aí sim, vai ver q é pq é Leblon, bairro besta como o dono da bike.
Mas prometo que quando pedalar até a Lapa - se o choque di ordi não me der um ganho antes - ponho gafieira (q é jazz) e samba tbm. Venderei mais.
Abraços! E, please, da próxima vez q vir a lojinha, venha apertar minha mão.
Terça-feira, Junho 28, 2011

Sergio Sônico disse...
Mr. Coimbra, ando espinhoso, mas tenho lá meus motivos. Só eu sei o duro q dei pra realizar essa fantasia. Até que tenho outras mais ambiciosas, mas ver as pessoas compreendendo, ao bater os olhos na Bikinha, ainda (preciso evoluir) me faz me defender make agressivamente a quem reage de forma negativa à idéia. Quando digo negativamente, não me refiro ao "metido a besta". E é claro q o Leblon ainda conserva muitos bestas... Mas o que quero deixar claro aqui é que, no quase um ano completo em que quis realizar este projeto simples - quando o vemos (quase) realizado, parece simples - Absolutamente, TODOS, amigos, família, etc... tiveram algo negativo em relação a idéia. Agora, os menos resistentes, começam a entender que alguém tinha que fazer o que estou fazendo.
Então, quando aparece uma postagem positiva como a sua, você não sabe, nem tem a mínima idéia da força que me empresta. Você é da turma - muito maior, aliás, que a outra – que bate os olhos e imediatamente adere e bate palmas.
Só pra constar e dar até uma esnobada: O Ruy Castro, na 1ª vez que apareci na Delfim Moreira - sempre aos domingos é meu ponto oficial com a orla fechada pros autos – desceu de sua casa para me cumprimentar pelo som. Depois disso, já na 5ª semana, nunca deixou de levantar o polegar para o trabalho que faço. Moradores (bacanas, não metidos a besta) descem de seus prédios para dizer alguma palavra de incentivo... E isso é muito bom! E é o lado positivo das opiniões que a gente deve aprender a valorizar. Falei demais.
Quinta-feira, Junho 30, 2011
 Marcador: Marcus Miller.



Érico Cordeiro disse...
Uma parceria maravilhosa: Apóstolo, Coimbra e Willis Conover.
Para ler e guardar com todo carinho!
Grande abraço e parabéns por esse reforço de peso!
Que venham mais textos...
Terça-feira, Julho 12, 2011

Apóstolo disse:
Em tempo, se é que o há = a presença de Willis Conover como "mestre de cerimônias" no "American Jazz Festival" (1961, Teatro Municipal do Rio de Janeiro), foi uma das melhores lembranças que guardei da época já que, apenas acostumado a ouvir sua vez no "Voice Of America", vê-lo no palco foi uma satisfação enorme. Mesmo localizado em posição privilegiada e podendo ter acesso aos camarins (à época meu avô materno, Comendador Pedro Lauria, era o Administrador do Teatro Municipal), não tive acesso ao Conover; uma pena !
Mas ficou a lembrança da presença de quem ajudou a abrir-me as portas do JAZZ.
Sexta-feira, Julho 15, 2011
 Marcador: Apóstolo Jazz.


Fernando Rueda disse...
HOLA ROGERIO
MUITO OBRIGADO PELO ENVIO DA DOWN BEAT , QUE DESDE JOVEM COSTUMAVA SER UMA GUIA OU REFERENCIA PARA OUVIR AS NOVAS OU VELHAS TENDENCIAS.
SURPRESA GRATA PELOS SONNY , LEE KIONIITZ , GARY BURTON OU VARIOS VETERERANOS ,E BOTA VETERANOS NISTO JUNTO A OUTROS QUE DESCONHECIA E ESTOU TENTANDO VIA GOOGLE E BUSCA OUVIR ENQUANTO AO JASON MORAN , E GRATO SABER QUE O JAZZ QUANDO NADA PARECE QUE LEVARIA A NOVAS FONTES APARECE UN JOVEM COM PITADAS DE BUD POWELL ,CECILTAYLOR E ALGO DE MONK A DARNOS PROVAS DE QUE O JAZZ SE REIVENTA SEMPREPOR TANTO JAZZ PARA EL FRENTE, E ESTOU APROVEITANDO PARA OUVIR OS NOVOSCANDIDATOS , MANTENDO SEMPRE MINHA FIDELIDAD A MEU GOSTO , PORQUE A LISTAGEME REFERENCIA NÃO UNANIMIDADEDomingo, Agosto 21, 2011 
Marcador: Downbeat.