terça-feira, 24 de julho de 2012

VIJAY IYLER, JAZZMAN DA VEZ.



Vijay Iyer é o músico da vez.

A votação da 60º lista anual (2012) da revista especializada em jazz, Downbeat, contendo músicos e álbuns preferidos de centenas de críticos e jornalista norte americanos, está sendo divulgada nesta edição de agosto. E o músico da vez, levando as melhores colocações como o “Artista do Ano”, o “Melhor Grupo do Ano”, o “Melhor Pianista do Ano” e o “Melhor Álbum do Ano – Accelerando”, além de “Compositor Revelação”.

Vijay Iyer nasceu em Nova Iorque, tem 42 anos e filho de imigrantes indianos. Sua mãe o iniciou no piano aos 2 anos e sempre esteve envolvido com a música. Fez pós graduação em matemática em Yale e partiu para um doutorado em física em Berkeley. A música o atraía e com 23 anos já tocava com Steve Coleman. Logo fez dupla por bastante tempo com Rudresh Mahanthappa.

O jazz incorpora sua música, sem abandonar a indiana clássica, a carmática, o som das ruas, a polirritmia, a experimentação harmônica, enfim, tudo que for de vanguarda para a segunda década do século XXI.

Quanto aos “tradicionais”, Maria Schneider ganhou como melhor Big Band, Brandford Marsalis o melhor Sax Soprano, Rudresh Mahanthappa como melhor Sax Alto, Sonny Rollis melhor Sax Tenor, Anat Cohen como melhor Clarinete, Herbie Hancock como melhor Tecladista, Joey DeFrancesco como melhor Organista, Bill Frisell como a melhor guitarra, Christian McBride melhor baixista, o veterano Bobby Hutcherson como vibrafonista e, Jack DeJohnette, o grande batera.  O cantor Kurt Elling pela segunda vez foi o vencedor. Esses entre tantos e tantos.

A organização dessa listagem tem na verdade um bom sentido de visibilidade de alguns emergentes dos quais não temos muita suas informação.
Fiquem com Vijay Iyler, mas fiquem sobretudo com o jazz.


terça-feira, 17 de julho de 2012

LUIZ PAIXÃO.


Professor LUIZ PAIXÃO, aos 87 anos, esbanja vigor e alegria de viver. Ele é o verdadeiro professor de paixão pela música.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

ELIZETH CARDOSO: 92 ANOS.



Elizeth Cardoso faria hoje 92 anos. Sua carreira teve início em ambientes com a presença de Tia Ciata, Pixinguinha, Dilermando Reis e, Jacob do Bandolim, quem a lançou de verdade.

Ela pode ser considerada uma das maiores cantoras da história da música popular brasileira. Intérprete de sambas canções e depois de sambas autênticos e choros foi uma divisora de águas ao lançar o LP “Canção do Amor Demais”, com músicas de Tom e Vinícius, em 1957, com a participação de João Gilberto, sendo considerado o trabalho inaugural da Bossa Nova.

Também conhecida como a Divina, Elizeth Cardoso provavelmente tenha gravado o mais diversificado repertório da música brasileira. Ouvir, hoje, os discos de Elizeth, é conhecer a história e evolução da nossa música. Fica nossa homenagem a essa grande artista.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

BALANÇO NA CHAPOT.

Mesmo indiferente à velocidade dos carros, a esquina Chapot com Rio Branco viveu minutos balançantes de alta qualidade: Melão, Victor, Andréa e o lusitano com ginga brasileira, Miguel Braga.
 Um bom registro, com a participação não oficial de Luiz Paixão.


terça-feira, 3 de julho de 2012

VICTOR HUMBERTO CLAREIA O TEMPO.






Victor Humberto expulsa o tempo ruim e afasta as nuvens negras sobre Vitória. Para isso cercou-se de experientes alquimistas capixabas para, com puro prazer, simples prazer, fazer música de qualidade. 
Victor Humberto, o incansável da música. Vale a pena curtir o efeito devastador de uma música transparente.





quarta-feira, 20 de junho de 2012

Crosby, Stills, Nash & Young * Love the one you're with

Linda Ronstadt - Desperado (Simple Dreams Tour - Atlanta 1977)

Linda Ronsadat

Linda Ronstadt - Long Long Time

Joni Mitchell-California

Joni Mitchell-Help Me

The More I See You

The More I See You

DANI MORAES

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Henrique Vogeler: 124 anos de nascimento.



Filho de um alemão casado com uma goianiense, Henrique Vogeler, é considerado pelos pesquisadores como um perfeccionista em música, amante da vida, um bonachão,
Vale registrar a riqueza das canções de Henrique Vogeler  que, em 1928 compôs a música que é considerada o nosso primeiro samba-canção: “Linda Flor” (Ai Iôiô, eu nasci pra sofrer.....), gravada em 1928 por Vicente Celestino e  Francisco Alves, com o título “Meiga Flor”, com letra de Freire Jr. e, em 1929, por Araci Cortes, com a letra definitiva de Luiz Peixoto.  Outro registro: essa música tem nada mais do que cinco letras diferentes, escritas por: Freire Jr., Cândido Costa, Luiz Peixoto, Marquês Porto e Nelson de Abreu.


Henrique Vogeler morou por uma pequena temporada em Vitória na década de 20, provavelmente para reger orquestras de salão ou de cinema. Compôs para o Espírito Santo a “Canção da Minha Terra”, com letra de Ciro Vieira da Cunha e que todo capixaba, beirando os 70 ou mais, tem registrado na memória pois era cantada em toda escola, principalmente no tempo do Estado Novo.  O saudoso professor Renato Pacheco o cita no livro “Os Dias Antigos” (PMV, 1998). Vogeler era o braço direito de Villa Lobos no Conservatório Nacional, no final dos anos 30 e início dos 40. Faleceu em 1944, aos 56 anos.

Antes de falecer o compositor sussurrou no ouvido de um sobrinho a frase: "La comedia è finita". O compositor faleceu no dia 9 de maio de 1944, aos 56 anos de idade. Foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier, no Caju. Villa-Lobos compareceu. Na hora em que o caixão desceu à sepultura, o maestro, chorando, exclamou: "Perdi meu braço direito!"



quinta-feira, 31 de maio de 2012

ED LINCOLN: 90 ANOS, HOJE. O SAMBALANÇO COMEMORA O REI DOS BAILES.





O cearense Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia comemora certamente com muito orgulho seus 90 anos e, sua história. Dono de um estilo inconfundível, através de seu instrumento, o órgão, fez um sucesso imensurável nos anos 1960 e 70 com sua banda que reunia sempre os melhores músicos do Rio de Janeiro.


Fui um dos privilegiados de uma geração que dançou muito nos bailes comandados pelo conjunto de Ed Lincoln, nas domingueiras do clube Moore Líbano, nos diversos bailes de formatura pelo Rio afora. Fantásticos “crooners” como Pedrinho Rodrigues, Silvio Cear, Orlandivo, e um naipe de sopros contagiante, além do ritmo de Durval Ferreira, guitarra, Wilson das Neves, bateria, e Luiz Marinho, baixo, formavam o que se convencionou como “sambalanço”, expressão criada pelo próprio Ed Lincoln.


Ed Lincoln nos anos 1950 participou do movimento pré bossa nova, se assim pode-se convencionar o que a turma que tocava na boate Plaza no Leme, RJ, fazia, e como contrabaixista, ou, tecladista, teve como parceiros Luiz Eça, Luiz Bonfá, Baden Powell, Dick Farney, Radamés Gnatalli, e, o “capixaba” Paulinho Ney.


Ed Lincoln decolou a partir de quando substituiu Djalma Ferreira na boate Drink, no Rio de Janeiro. Foi expressão musical à época ao lado de nomes como Walter Wanderley, o próprio Djalma Ferreira e Lafayette.


Hoje, faz 90 anos e mantém o título de Rei do Sambalanço.



terça-feira, 29 de maio de 2012

MAURÍCIO HEINHORN, MÚSICO BRASILEIRO.




Hoje ele faz 80 anos, uma etapa importante em sua vida e, sobretudo, uma vida respeitada, como músico, compositor e homem, que calmamente seguiu seu caminho com uma harmônica no bolso. Coisa simples.

Eu, eu, confesso que acordeom e gaita, só gênios pode executá-los: Toots Thieleman,s Art Van Damme, Tommy Gumina, Toninho Ferraguti,  entre outros, e  o Maurício Heinhorn.

  Meus parabéns ao Maurício Einhorn que conheci, nos anos 1960,  numa loja de discos na galeria Condor Do Largo do Machado, RJ. Estamos aí.

Segue abaixo trechos de uma entrevista sua concedida ao jornal O Globo, edição de 26 de maio, sábado passado

Logo após se casar pela primeira vez, em 1966, Maurício Einhorn ouviu um amigo de sua mulher lhe perguntar qual era a sua profissão.
- Músico – respondeu.
- Coitado – devolveu o homem, acometido, segundo Einhorn, do mal conhecido como  “franqueza em excesso”.
Ele ouviu muitas indelicadezas na vida.  “Qualquer um toca essa merda” é uma delas, conta.  Outra é “Porrinhola”, uma derivação de “aporrinhar”, como sinônimo de gaita.


- “Estão pagando R$ 80,00, R$ 100 a um músico para tocar. Eu vou vender limão ou amendoim,  mas não vou me submeter a isso.  Sei que há muitos colegas que se submetem, mas eles são eles, e eu sou eu.”


Einhorn estima ter 450 composições, sendo que apenas 50 gravadas.   As mais famosas têm letra e são clássicos da bossa nova: “Tristeza de nós dois”, “Batida diferente” e “Estamos aí”.
- “Ganho do exterior uns US$ 400 por ano em função de três ou quatro músicas.  No Brasil, recebo uns R$ 400 mensais por 50 músicas.  Não tenho nenhuma “Ai, se eu te pego” – brinca ele, que soma os direitos autorais à aposentadoria de R$ 1.400 para viver com mulher e filho num apartamento do Leme herdado do pai.


Sua criatividade nunca se afinou com teoria.  Teve aulas com Moacir Santos, mas confessa que cochilava às vezes.  Com Hans-Joachim Koellreutter, rateou o preço com outros dois alunos, mas logo largou.  Lê partituras lentamente.


- “Apesar de tudo, a gaita me deu grandes compensações na vida”.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

VASSOURINHA: Um Registro.

VASSOURINHA ( Mário Ramos : 1923 - 1942) faria hoje 89 anos. Morreu com tuberculose aos 19 anos.
É considerado um dos maiores intérpretes do samba, mesmo paulista como o foi. Gravou 12 sucessos em 1941 e 1942, sempre lançando músicas que se tornaram sucesso. Há registro de suas gravações que pode ser ainda resgatado. Foi um fenômeno à sua época e, mesmo jovem, alavancou a carreira de grandes nomes, entre elas, a de Isaurinha Garcia. Suas 12 gravações foram recentemente lançadas em CD na série "Arquivo Warner". Era considerado um inovador em suas interpretações. VASSOURINHA, mesmo tendo partido há 70 anos, ainda é considerado um mestre.


sábado, 12 de maio de 2012

WALTER WANDERLEY, 80 ANOS.

Walter Wanderley (1932-1986) foi um organista pernambucano que traduziu a batida da Bossa Nova em seu instrumento, tornando-se dono de um incrível balanço que o levou para os EUA em 1966 e lá, obteve grande sucesso e ser um bom vendedor de seus discos. Foi casado com Isaurinha Garcia com quem teve uma tumultuada relação, alardeada então pela imprensa. Seu toque, seu balanço, é inconfundível e continua uma escola para os tecladistas iniciantes.

Fiquem com o depoimento de Isaurinha Garcia (1923-1993).


sexta-feira, 11 de maio de 2012

JAZZ SAMBA: 50 ANOS.

Em abril de 1962 Stan Getz e Charlie Byrd lançaram o LP "Jazz Samba", após estarem excursionando no Brasil no ano anterior. Esse LP foi decisico na divulgação do estilo Bossa Nova e um divisor de águas: nascia um casamento perfeito que até hoje perdura, ou seja, a união do Samba com o Jazz.

Fiquem com a versão completa da gravação e, como mesmo sugerem, sentem-se, ponham, os pés para cima e curta; não é nem preciso levantar-se para virar o vinil.Um clássico.



RIO BOSSA NOVA, COM OS BLOGUEIROS.






Para quem quer percorrer o Rio de Janeiro por suas melhores trilhas da Bossa Nova, Ruy Castro traçou o correto roteiro. Seu livro "Rio Bossa Nova" dá saudáveis e espertas dicas de como e onde ouvir o encanto da Bossa Nova.

Nós, blogueiros, da Bossa e do Jazz, perfizemos esse, e outros caminhos cariocas, com a missão de ouvir e viver a música.

Abaixo, uma resenha originalmente publicada no caderno Pensar, de A Gazeta, ES, editado por José Roberto Santos Neves e que nos permitimos publicá-la, além de uma foto verossímil , registrando nosso trabalho de pesquisa.

Créditos da foto: Érico Cordeiro, Figbatera, Rogério Coimbra e John Lester. Ao centro, feliz da vida, o célebre carioca Sérgio Sônico, o imaterial de Ruy Castro, que circula pelas ruas do  Rio na sua supersônicabike.









Há um antigo ditado em Vitória que diz ser o aeroporto o melhor lugar da cidade. A proximidade da capital capixaba com a cidade do Rio de Janeiro é estreita não só pela distância como também pela semelhança física, pelas praias e morros, como pelo espírito do povo, desprendido e festeiro. Enfim, o capixaba, além de conhecer bem o Rio, tem tudo a ver com a Bossa Nova, tão cultuada e festejada na ilha.


Para celebrar a amada Bossa Nova, o escritor Ruy Castro escreveu o livro “Rio Bossa Nova – um roteiro lítero-musical”, uma edição bilíngüe, editado pela Casa da Palavra. Consta que o livro nasceu devido a uma incômoda queixa de um turista inglês que dizia não saber onde escutar Bossa Nova no Rio, berço do seu surgimento. O escritor logo adverte que não necessariamente o Rio tenha que ter um lugar exclusivo para se ouvir Bossa Nova. Com certa razão, argumenta ele que se tem que procurar muito em Paris um sanfoneiro com camisa listrada e boina para se ouvir a tradicional canção parisiense ou, em Nova Iorque, uma casa de puro jazz. Idealizar uma casa exclusiva para a Bossa Nova seria coisa de puristas e nostálgicos.


O livro torna-se interessante, por levantar não só os locais em atividade que eventualmente apresentam Bossa Nova como cria um grupo de bens imaterias relacionados com esse estilo musical. A narrativa tem início com o Bar Villarino, ainda em funcionamento no centro da cidade, onde nos anos 1950 intelectuais bebiam muito uísque e onde Tom Jobim conheceu Vinícius de Moraes para montarem o “Orfeu da Conceição”. É citado até o Sinatra-Farney Fan Club. 


Imaterial mas, completamente materializado, é o Sérgio Sônico, confrade blogueiro, piloto de uma bike sonora com o “som do mundo”; além de circular pela Zona Sul, é presença certa aos domingos na orla da praia do Leblon. Ele teve direito até a uma foto, um mimo do Ruy Castro.


É um livro de referência e o autor até o considera útil para qualquer acadêmico que pretenda elaborar uma tese de mestrado sobre o movimento da Bossa Nova. E por que não? São citados locais e ambientes que nos remetem ao início de toda essa história. É citado o apartamento onde morou Nara Leão na Av. Atlântica, onde os músicos se reuniam, e o famoso Beco das Garrafas, onde hoje funciona uma loja chamada Bossa Nova, ligada à loja Toca do Vinícius, de Ipanema. Até o cemitério São João Batista é citado, onde jazem músicos famosos, mas cuja referência não condiz com a cultura brasileira de veneração tão radical a seus ídolos. Tudo acaba sendo divertido.


O livro tem endereço certo também para os próprios cariocas que muitas vezes não conhecem sua história, sendo uma prazerosa viagem para qualquer cidadão do mundo que ame a Bossa Nova. Incômoda é a leitura, pois a versão em inglês está na mesma página do texto em português, dispostas em duas finas colunas.


Os locais importantes que apresentam música ao vivo atualmente são listados, mas há muita ausência como a Sala Sidney Miller, na Funarte, os espaços Oi Futuro, no Catete e em Ipanema, a galeria MC4 em Copacabana, o Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia, o bar Cariocando da filha do saudoso músico Durval Ferreira, no Catete, o Teatro da Caixa Econômica, no Centro, o Teatro do Sesc e a sala Baden Powell, ambos  em Copacabana, o Museu da República, no Catete e o Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes. Esses são alguns que nos vêm à lembrança.


Importante registrar um novo espaço recém inaugurado: o casarão Ameno Resedá, no Catete. A sua importância musical deve-se a ele contar com a  gerência de Pedro Tibau, ex-sócio da extinta loja-palco Modern Sound que ficava em Copacabana, e a direção artística do bandolinista Rodrigo Lessa, filho do economista Carlos Lessa, responsável pela restauração do prédio.


E Ruy Castro, com a típica malandragem carioca zona sul, vai logo avisando que o melhor mesmo , além do livro, é conferir a programação do Rio Show nas edições das sextas feira do jornal O Globo, ou, a Veja Rio.


O mérito não é ter uma casa exclusiva para a Bossa Nova e sim locais onde com freqüência ela possa ser apresentada. E a Bossa renovou-se. O velho “samba-jazz” não pode ser projetado na atual música instrumental de um Kiko Continentino ou Hamleto Stamato ? Uma canção de Toninho Horta ou de Antônia Adnet não seria uma Nova Bossa Nova?


Então o que estamos esperando para pegar um avião com esse livro debaixo do braço e desembarcar, preferencialmente, no aeroporto Tom Jobim?










quinta-feira, 3 de maio de 2012

GAROTO: 57 ANOS SEM ELE.



ANIBAL AUGUSTO SARDINHA (GAROTO) , nascido em São Paulo, faleceu aos 40 anos deixando uma obra  consistente, típica da sonoridade brasileira do violão. Integrou nos anos 1950, o famoso Trio Surdina, ao lado do violinista FAFÁ LEMOS e o acordeonista CHIQUINHO.. Deixou muitas composições que se popularizaram entre elas "Jorge do Fusa" e, a mais conhecida, "Duas Contas". Ele se antecipou à Bossa Nova.
Um mestre do violão brasileiro.

Fiquem com um garoto tocando Garoto ("Jorge do Fusa") e , "Duas Contas", com Dinho Oliveira.











segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia de São Jorge: Aniversários de Grandes Músicos.




Só para registro: hoje, 23 de abril, dia de São Jorge, é aniversario de músicos emblemáticos, divisores de época, renovadores. Dia de guerreiros.

Apenas para registro, pois estou Nas Alturas  e  pouco tempo há para sobrevoar meus companheiros leitores.

Vamos aos fatos:

1. Pixinguinha,  nascido em 1897... Sem comentários
2. Severino Araujo vivo, o Mestre da Orquestra Tabajara, símbolo de resistência da modernidade musical brasileira.
3. Geraldo Pereira, o malandro sambista que antecipou a divisão esperta da Bossa Nova e que foi aperfeiçoada por:
4. Milton Banana, o cara de Niterói, que literalmente, ou, musicalmente, quebrou tudo; foi “o baterista” da Bossa Nova.

Mas a data também registra a partida de dois gênios vizinhos:

1. Harold Arlen ,em 1986, e,
2. Red Garland, o galante, mas severo cavaleiro do piano, em 1984.

Salve São  Jorge.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

SIDNEY MILLER.







Hoje, Sidney Miller faria 67 anos. Esse carioca que faleceu com apenas 35 anos, já com seus 20 anos firmava seu talento na cena brasileira com um discurso musical nacionalista, sambista e toadeiro. Nara Leão, descobridora de promissores compositores, gravou um disco, “Vento de Maio” com cinco músicas de Miller e, quatro, de Chico Buarque. Com 22 anos teve seu primeiro disco lançado pela gravadora Elenco, produzido por Aloysio de Oliveira, e alguns de seus sucessos surgiram como “O Circo”, “Passa Passa Gavião”, além de “Maria Joana”, “Marré de Cy” e “Menina da Agulha”. A toada “Pois É ,Pra Quê” permanece até hoje como seu grande sucesso. Fez coro aos que projetaram junto à classe média brasileira grandes compositores como Zé Keti, Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola.





Foi parceiro e amigo inseparável no início do cineasta Paulo Thiago para quem fez a trilha de “Os Senhores da Terra”. Compôs também para Boal e Guarnieri para a peça “Arena Conta Tiradentes”. Também para cinema, Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes “Vida de Artista” (1971) e “Ovelha Negra” (1974), ambos dirigidos por Haroldo Barbosa. Sidney Miller foi autor da trilha sonora das peças “Por Mares nunca Dantes Navegados” (1972), de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a “A torre” em concurso (1974), de Joaquim Manuel de Macedo. Em1974 lançou pela Som Livre o último disco de carreira o LP “Línguas de Fogo.” Pela Elenco lançou “Sidney Miller” (1967) e “Brasil: Do Guarani ao Guaraná” (1968).



Sidney Miller, em sua juventude, sempre passava por Vitória, em companhia do amigo Paulo Thiago, rumo a Aimorés, onde familiares de Paulo tinham terras.Ficava um bom período na ilha onde fez bons amigos, entre os quais me orgulho de ter sido um deles. Aliás, foi um grande amigo de todos, sempre ajudando, solidarizando-se. Foi embora de repente, na noite de 16 de julho de 1980. Houve rumores de suicídio, mas de fato ocorreu uma parada cardíaca, supostamente causada por medicamentos e bebida. Ele andava afastado da atividade artística para qual pretendia retornar. Era então funcionário da Funarte, onde hoje funciona uma sala de espetáculos que leva o seu nome.





sábado, 14 de abril de 2012

ROCK LAMA.



 Não vi só braveza de Tapuias ou a luta dos Timbiras, mas a valentia de idealizadores de festivais de rock que não alcançaram seus objetivos. A história desses movimentos e memoráveis tentativas tem como referência o frustrado “Festival de Verão Guarapari”, o “Guaraparistock”, de Antônio Alaerte e Rubinho Gomes, em 1971, ou, o festival do baterista Canjica, em meados dos anos 70, com ampla divulgação de cartazes e panfletos, mas que foi brecado devido à precoce prisão de seu organizador. Ou então o “Festival de Música de Jacaraipe”, com um palco flutuante na própria lagoa de Jacaraipe, produzido pelo jornalista Ronaldo Montalvão, em 1982, mas que devido a divergências com o governo municipal, afundou no último momento, cancelando a apresentação de Ronaldo Resedá. Aconteceram outros bons encontros no camping da Barra do Jucu, organizados pelos Pignatons, e, depois, movimentos na praça da Cruz do Papa.


Uma dupla conseguiu realizar um evento para ficar na história: o Rock Lama de Juvenal e Vera Lúcia.


Curiosamente a expressão “lama” é familiar aos ilhéus capixabas. Poderia haver uma associação aos caranguejos, tão abundantes nos seus manguezais. Mas não. Lama é uma área urbana próxima à Universidade Federal do Espírito Santo, notadamente, Rua da Lama. Chamou-se Rua da Lama porque lá, no final dos anos 1980, era uma rua não pavimentada e, quando chovia, era pura lama. Hoje é um corredor gastronômico e boêmio com enorme assédio de jovens, intelectuais e universitários, uma clientela fiel à sua formação original.


Vamos voltar no tempo. Eu vi, àquela época, quando se fez a luz e o movimento de lama que era “limpeza”, purgativa, um convite ao novo, ao inexplorado. Ensaboava-se na lama. Eu a vi transformar-se em confeito de um reluzente bolo negro de asfalto cercado de luzes. E vi crianças com os pés descalços, calças enroladas pelas pernas, o peito nu e o incessante movimento dos corpos ao responder ao lascivo som das guitarras e ao motórico bater dos tambores. Era o Rock Lama.
A Lama surgiu na era Collor. A proximidade geográfica, promíscua, entre a UFES e a “Lama”, conduziu uma aventura de liberdade do campo do conhecimento junto ao campo da luta existencial, num intrépido “Balão Mágico”.
Vivia-se o governo de Collor, no meio da lama, com uma inflação de 30% ao mês, e pessoas e bichos movimentavam-se pelos bares “Socó”,” Mudando de Conversa”, o “Argentino” e suas empanadas, o mix “Raiz Quadrada” e o “Cochicho da Penha”, ainda vivo e fiel à sua história.


Dois jovens à época foram responsáveis pelo surgimento do Rock Lama: Juvenal e Vera Lúcia. Eles se desdobravam para levantar dinheiro para realização dos shows. Tudo era difícil com uma inflação de 30% ao mês. Um litro de gasolina custava Cr$ 360,00, o pedágio da III ponte era Cr$ 600,00 e a passagem do Transcol, Cr$300,00. Um cobiçado CD, Cr$ 10.000,00. O dinheiro era curto e até o governador Albuíno Azeredo não deixou de passar o pires frente aos reis Carl XVI Gustav e Silvia, da Suécia, que, na ocasião, faziam uma visita à sua empresa Aracruz Celulose. Imaginem Juvenal e Vera Lúcia querendo dar brilho à lama.


A data do primeiro espetáculo: Sete de novembro de 1991. Nasceu embaixo de chuva, como não poderia deixar de ser. Destacaram-se grupos que curiosamente evocavam nome de bichos: “Lobo Mau”, “Zoopatia”, “Lordose Pra Leão” e “Urublues”. Seriam reminiscências dos velhos “Mamíferos” dos anos 60?
Somaram-se também na estreia o “Companhia 95” e a “Banda II”, grupo sob a batuta do maestro Jaceguai Lins e que fez a primeira leitura moderna do tradicional congo, valorizando uma manifestação popular há muito esquecida pela mídia e pela classe média.


O Rock Lama teve ainda mais duas edições, em 1992 e 1993, quando se sobressaíram grupos como “Hands Of Death”, “Paletó de Madeira”, “Sub Viventes” e, “The Rain”, cujo baterista é o hoje jornalista e escritor José Roberto Santos Neves que, ainda esse mês, lança a história completa das bandas de rock no Espírito Santo.


Fica aqui um lembrete de que o Rock Lama existiu e que deve ser sempre lembrado, assim como o espírito incansável de Juvenal e Vera Lúcia.


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quinta-feira, 12 de abril de 2012

MARCO ANTÔNIO GRIJÓ, A VIDA DE UM BATERISTA.

Texto longo, até com um pouco de peso, já não usual nos anos 12. Mas, Vale Quanto Pesa, como dizia o reclame dos anos 40.




SURGIMENTO DO DESEJO 

Desde o jardim de infância, eu mexo com tambor, bato tambor. Sempre morei perto de escola de samba. Sempre gostei muito de ritmo, de coisas ligadas a ritmo. Primos meus me levavam muito para - coisas dos anos 50 – mambo, rumba, essas coisas. Eu morei aqui na Rua Sete, em Vitória, e vi nascer essas escolas de samba. Eu sou da época de blocos, batucadas, quando não tinha escola de samba. Depois, a coisa mais séria mesma, foi quando eu voltei para São Paulo. Eu sou daqui, mas sou nascido em Santos. Estudei uma boa parte da minha vida em São Paulo e em Santos e vinha aqui de férias. Eu vim para Vitória acreditando que aqui fosse ser uma redenção! Quando eu comecei a trabalhar com música em São Paulo, em 1963- 64, a coisa era muito boa. Estava assim acabando de alicerçar a bossa nova! 

Bossa nova para mim não foi só música. Na época, eu tinha 12-13 anos, e girava tudo sob um conceito de inovação. Tinha Brasília, Niemeyer, a obra de Villa-Lobos voltava. Era uma coisa, estava-se mudando a forma de pensar. Eu acho que foi indo, foi modernizando. Eu sempre gostei do Samba e da Bossa Nova, eu sempre tinha muita coisa do Haiti, música de ritmos, que são os ritmos brasileiros, uma mistura de origem da África com a Europa. 

O pessoal da minha casa sempre gostou de música, mas eu nunca tive um músico, assim, “meu ídolo”. Gosto de um bom baterista, gosto no geral, senão fica aquele negócio de idolatria. 

Na hora que a gente formou um conjunto, a bateria sobrou pra mim. Eu já gostava de ritmo, de acompanhar as coisas com a mão. 




FORMAÇÃO

A minha formação de músico não é bem acadêmica, porque eu não frequentei escola. Tive bons profissionais de música que sempre me ensinaram, que viram em mim alguma coisa. Então foram me dando orientações. 

Me virei sozinho, mas procurei seguir todo o trâmite regular, a coisa da didática: procurei métodos, fui entendo, trocava ideias com um, com outro. Eu não fui de ir à escola. Eu fui de encontro.
 

Minha formação é o que seria de todos nós: uns fazem ginásio e científico, outros fazem “clássico”. Por exemplo: as pessoas seguem as carreiras de advogado, engenheiro e tal, essa é a academia. Por esse ponto de vista, eu seria piloto de caça, que eu gosto muito de aeronáutica, mas... engraçado... eu fiz uns exames e minha audição não era muito boa! Aí eu caí para o lado da música.
 

Músico para mim era uma profissão, então eu tinha uma carteira profissional assinada. Aí eu vi como era difícil. Ainda mais num centro igual a São Paulo. Eu trabalhava a semana toda, de segunda a sábado, e tinha domingo remunerado.
 

A família sempre incentivou, não houve preconceito. Eu era assim, o tipo “bad boy” da minha época. A gente era assim, meio “enfant terrible”, meio esquerda, mexia com arte. Eu quis ser isso e trabalhei: aos dezessete anos, eu já tocava na noite em bares em São Paulo. Era totalmente diferente daqui: aqui você vai fazer um trabalho à noite e você precisa reunir seus amigos para bater palma para você! Em São Paulo, eu nunca me preocupei com isso. Eu vou lá para tocar, então eu tenho que comer, beber. A única coisa que a gente tinha com o que se preocupar era com as boas relações, fazer bons amigos. É a grande vitrine, o grande trampolim: você vai conhecendo e por aí vai. Na época, meus amigos Flora, Dom Um, Edson Machado eram muitos importantes. A coisa estava começando, então você tinha que ficar perto dos bons, se cercar dos bons.
 

Quando eu estudava em Vitória, o pai do Afonso Abreu era secretário de educação, e eles moravam em Cachoeiro. Por volta de 1956-57, eles vieram para cá. Eu estava estudando aqui e meus colegas de classe eram vizinhos de Afonso, na Praia do Canto e a gente se conheceu. E tinha esse negócio de música: ouvir música, fazer música. E um dia, decidi: “eu vou pra Vitória, vou terminar de estudar lá, vou dar um jeito na minha vida, vou me casar...”
 

Aí eu vim, terminei meus estudos, fiz contabilidade. Eu tinha trazido minha bateria. Quando eu vim pra Vitória, eu passei na casa do Afonso, e falei: ‘Eu estou vindo embora, com bateria, discos, roupas, papagaio. Vim com tudo". E fomos fazendo um conjunto aqui, outro ali, e chegamos ao “Mamíferos”, que era um grupo deles, que tinha aí: Arlindo Castro, Rogério Coimbra, Afonso Abreu, Sérgio Régis, Mario Ruy. Quem vai biografar a banda “Mamíferos” é Francisco Amalio Grijó. A gente mexia com literatura, música, fazia cultura, legal! Mas quando você faz as coisas aqui em Vitória tudo é muito interessante, legalzinho: “Que lindo! Vai lá em casa amanhã, tocar, depois: café, bolo, limonada, tal...” Mas não era bem assim, eu queria era tocar e ganhar dinheiro. Aí eu falei para Alfonso: “tudo bem que você seja convidado, que o cara te ofereça um jantar depois. Mas em São Paulo, estou acostumado a que um cara sentado numa mesa, mandando o pedido de uma música, pede ao garçom para servir champagne, uísque... ele pergunta o que vocês querem. E o trabalho tem que ser remunerado.”
 

Quando você está no meio, tem que se vestir de branco, colocar uma placa ‘doutor fulano’ e sair operando, entrar no centro cirúrgico, na cara de pau...
 

Se você me der um agulheiro e uma laçada de linha, eu sei usar. Eu sei pegar uma serra, serrar e montar um negócio barroco. Por quê? Porque na minha época, tinha isso: trabalhos manuais, canto orfeônico... Igual você vai para o jardim de infância: você vai aprender a amassar massinha... Isso são as habilidades destras, desenvolvimento motor, psicomotor... Música é harmonia, melodia e ritmo. Aí você vai juntando. Com um professor você vai fazendo a cabeça. Eu aprendi de tudo no colégio: clave de sol, clave de fá, clave de dó.
 

Fizemos boa música porque estávamos recém-saídos de colégio: Afonso fez vestibular e passou em Direito, o outro passou em não sei o quê, e todo mundo foi fazendo. Os meninos hoje são até universitários, mas não é porque eles estão numa universidade que eles vão ter uma cabeça melhor ou pior que a minha. Mas a minha, quando eu fiz, eu fiz legal! No final dos anos cinquenta, já estava me interessando por outras coisas, e veio a bossa nova, o ‘hip’ desajustado do Kerouac, dessa turma toda, “nouvelle vague”...
 

Eu viajei muitas vezes para o exterior: Estados Unidos, América do Sul. Fui a negócios, comprar instrumentos. Sempre que saí do Brasil, foi através do Ministério das Relações Exteriores, e para o interior foi através da Secretaria de Cultura.
 
MOMENTOS MARCANTES 

Gratificante, por exemplo, o meu primeiro trabalho profissional como músico: eu comecei tocando num baile, à noite. Fazendo a folga de um aqui, a folga de outro ali. Meu primeiro trabalho foi muito forte, porque tinha Paulo Autran, Teresa Rachel, Oduvaldo Vianna Filho, chamava-se ‘Liberdade, Liberdade’. Flávio Rangel como diretor, Oscar Castro Neves era o diretor musical. Quem me levou pra essa jogada foi Toninho Peti, Toquinho, grande amigo meu. Isso foi um negócio. Tinha uns dezoito anos... 

Meu primeiro trabalho de músico foi uma temporada. Eu saí de Santos, nós fizemos réveillon, janeiro e fevereiro num hotel em Campos do Jordão, e no final do contrato, o dono do hotel, Seu Henrique, um alemão velhinho, chegou e disse: “Vocês foram ótimos!”. E nós saímos de lá, com festas no Guarujá, festa na embaixada do Japão, em Brasília. 

Em Punta Del Est, estava tocando eu, Afonso e o Pedro. E o Pedro, o pianista, é o mais novo da gente. Paquito de Rivera era o diretor musical do festival, quer dizer um negócio só de nomes de peso, um monte de gente famosa. Eu disse: “Quando você está aqui é igual a todo mundo. Nós fomos convidados assim com eles foram convidados. O medo que você tem deles, eles têm de você. Vai faz o seu negócio e pronto!” Acabou e deu tudo certo, graças a Deus! Foi em 2006, o Festival Internacional de Jazz, no Uruguai. 

Eu toquei com todo mundo no Brasil, está tudo na minha parede: Hermeto Paschoal, Raulzinho, etc. Mas isso é uma coisa decorrente, normal da profissão. Em Vitória, quando você fala isso, as pessoas acham que você quer ser mais do que os outros. As pessoas falam: “Gilberto Gil é meu amigo”. Comigo não, o cara é meu amigo porque vivemos momentos na vida juntos. Se eu for contar minha vida a partir disso tudo, eu ia ficar dias falando aqui! Hermeto? Nós moramos juntos numa pensão, porque nós estávamos tocando junto num hotel. Meus amigos eram os amigos da onda, era o Claudio Willer, Roberto Piva, Mautner... Eram os caras que estavam tocando o movimento. 
PANORAMA ATUAL 

De 2000 pra cá, é que a coisa dá uma parada. Hoje em dia, você não vê mais nada. Você vê pessoas que passaram um bom tempo fora da música -Edu Lobo e outras pessoas- e que voltaram. Eu acho que da forma como a coisa tomou, a tecnologia foi para a ponta, e as coisas ficaram meio estagnadas. 

São poucas, as universidades no Brasil que têm um curso de música bom: Bahia, Brasília, alguma coisa em São Paulo e Rio, no Paraná, no Sul. O resto continua naquele esquema. 

A coisa tem que ser analisada. Na profissão, quando você tem uma carteira profissional, você é inscrito sob uma categoria, ou é autônomo, ou é patrão. E para viver de música você tem o quê? Em Vitória, você tem uma orquestra sinfônica, tem exército, marinha e aeronáutica... 

Músico é o cara que domina a ferramenta de trabalho dele, mas hoje em dia, é músico quem tem um instrumento na mão fazendo barulho. Esse é o músico. Não há uma coisa decente, é sempre um querendo derrubar o outro. E hoje com o gospel, as igrejas são donas dos negócios. Mas o músico só é músico lá, não pode tocar em outro lugar, que a igreja não vai deixar... 

É difícil quem pensa diferente num lugar pequeno, mas você fica na sua, você faz o que você quer, você não tem que dar satisfação de sua vida a ninguém! Se você quer fazer, vai lá! 





Texto chupinado de taru.art.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

ROBERTO SILVA, 92 ANOS.

ROBERTO SILVA (09 DE ABRIL DE 1920) O PRÍNCIPE DO SAMBA.


QUAL MÚSICA ENCANTA O BRASILEIRO?



Os empresários do setor fonográfico e de vídeo estão em êxtase pelos números crescentes nas vendas de CDs e DVDs no Brasil. Qual é a música popular brasileira que tanto encanta o país? Quem é o brasileiro que tanto consome cultura? Verifique a lista dos CDs e DVDs mais vendidos no Brasil em 2011.


OS 10 CDs MAIS VENDIDOS EM 2011:

Artista                                          Álbum

1.  Padre Marcelo Rossi...........“Ágape”
2.  Paula Fernandes ...............  “Ao Vivo”
3.  Paula Fernandes................. “Pássaro de Fogo”
4.  Luan Santana......................”Ao Vivo”
5.  Padre Robson.....................”Nos Braços do Pai”
6.  Padre Fábio de Melo..........”No Meu Interior Tem Deus”.
7.  Padre Reginaldo Manzotti...”Milhões de Vozes”
8.  Adele.................................”21”
9.. Damares.......................... .".Diamantes”(gospel)
10.Caetano & Gadu...............”Ao Vivo”


OS 10 DVDS MAIS VENDIDOS EM 2011.

1. Paula Fernandes.........................”Ao Vivo”
2.  Adele.........................................”At Royal Albert Hall”
3.  Luan Santana.............................”Ao Vivo”
4.  Patati Patatá..............................’Coleção”
5.  Balão Mágico............................”A Turma do BM”
6.  Xuxa.........................................”Vol.1 ao 8 “
7.  Padre Reginaldo Manzotti.........”Milhões de Vozes”
8.  Roberto Carlos.........................”Elas Cantam RC”
9.  XDuxa......................................”XSPB 11”
10.U2...........................................”U2 360 degrees”                 



domingo, 1 de abril de 2012

DUKE JORDAN, 90 ANOS.


Duke Jordan (1922-2006) foi um pianista de Nova Iorque, com um estilo encorpado no bop, que se transferiu para a Dinamarca em 1978, lá permanecendo até sua morte. Faria 90 anos hoje. Foi um brilhante compositor fabricando hits para o jazz, até hoje celebrados. Foi casado com a cantora Shirley Jordan. Compôs parte da trilha do filme de Roger Vadim “Ligações Perigosas” (1959), executada por Art Blakey, Lee Morgan. Barney Willen e o próprio Jordan, O tema do filme, “No Problem”, é um de seus sucessos, assim como “Jordu”, entre outros. Seu toque é refinado assim como suas construções harmônicas. Duke Jordan é dos meus.

Fiquem com "No Problem", com Jordan e, "Jor-Du", executada por um pianista  de uma mão só, Yuri Markin. É a música de Duke Jordan.

Abaixo, texto do Mestre Cordeiro. do  Jazz + Bossa + Baratos Outros   , que compõe a crônica "Taxi Driver: Um Conto de Fadas Novaiorquino", do livro "Confesso Que Ouvi", de Érico Renato Serra Cordeiro.



Irving Sidney “Duke” Jordan passou mais da metade dos anos 60 e parte dos anos 70 como taxista em sua querida Nova York. O melodioso pianista que acompanhara Charlie Parker nos anos 40 e que chegou aos anos 50 como um dos mais badalados compositores do jazz, chegando a ser convidado pelo francês Roger Vadim para compor a trilha do seu filme “Les Liaisons Dangereuses”, viu-se, por longos 11 anos, obrigado a abandonar a carreira e sobreviver, modestamente, das corridas que fazia a bordo de um táxi. Em 1973, a fada-madrinha apareceu-lhe sob a forma do produtor dinamarquês Nils Winther, que lhe convidou para gravar por sua gravadora, a respeitada Steeplechase.


A partir daí, Duke Jordan pôde retomar a carreira. Mudou-se para a Dinamarca, onde permaneceu até a sua morte, em 2006. Nesses mais de trinta anos, gravou e excursionou intensamente, pelo mundo todo, gozando de uma popularidade inédita até então, especialmente no Japão. Embora tenha se reconciliado com o sucesso e protagonizado um dos mais emocionantes contos de fada da era moderna, o grande disco de sua carreira foi, sem dúvida, o espetacular “Flight To Jordan”. Nesse álbum, Duke, coadjuvado por Dizzy Reece, Stanley Turrentine, Art Taylor e Reggie Workman erigiu uma obra-prima, uma verdadeira declaração de amor ao jazz. Mesmo afastado da ribalta, não cultivou rancores. Suportou estoicamente o destino que as Musas lhe haviam traçado e, no momento certo, soube aproveitar a chance para fazer renascer uma carreira que muitos davam como encerrada. Fez-se, então, uma rediviva Fênix – a Fênix do “yellow cab”.
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quarta-feira, 28 de março de 2012

ADEMILDE FONSECA, NAS ALTURAS.

Ademilde Fonseca, uma das vozes mais populares do Brasil, dona de uma técnica invejável, cantou até aos 91 anos. Ontem, dia 27, ela partiu para As Alturas. Ela foi quem popularizou o choro através da forma cantada desse estilo tradicional. Ademilde Fonseca, inesquecível.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHICO ANYSIO, NAS ALTURAS.

Partiu hoje para as Alturas, aos 80 anos, Franscisco  Anysio de Oliveira Paula Filho, que além de ter sido um dos maiores humoristas que o Brasil conheceu, era bom de música também.
Fiquem com uma composição sua, em parceria com Nonato Buzar, "Rio Antigo", com Alcione e Márcia Chagas.





terça-feira, 20 de março de 2012

ERNESTO NAZARETH, 149 ANOS.

O Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, começa hoje a apresentar o que será o mais completo site sobre Ernesto Nazareth (1863-1934). Até 20 de março de 2013, data do sesquicentenário do pianista e compositor, o endereço www.ernestonazareth150anos.com.br será alimentado de textos, fotos, partituras e gravações de todas as 211 músicas do grande artista carioca. O IMS guarda o acervo de Nazareth, e a página também contará com material do biógrafo Luiz Antonio de Almeida, responsável pela linha do tempo que estará no ar.
Ernesto Nazareth(20/03/1863)
                                       

segunda-feira, 19 de março de 2012

ELIANE GONZAGA JÁ SABIA.

Sinuosa canção de Chico Buarque, extraída de seu novo disco "Bastidores", com a despretensiosa e delicada leitura da dupla Elaine Gonzaga e Victor Humberto.
 
                       

quinta-feira, 15 de março de 2012

HAMPTON HAWES: Uma Informação.


Natural born piano player. I read that he was born with a 'birth defect' that plastic surgeons corrected a few days later - the beginnings of a 6th finger on each hand. So he must have been developing to be a great pianist in his mother's womb. His mother played the piano and used to sit him on her lap in front of the keys when he was a baby and that's how he learned to play piano. Don't think he ever took lessons because he couldn't read music. Natural born genius piano player.

HAMPTON HAWES: ESSE É DOS MEUS.

terça-feira, 13 de março de 2012

SÔNIA CABRAL.



    Sônia, Maria Ferrari, Cabral, perpétua.


Sônia Cabral partiu hoje de Vitória para bem longe. Foi uma antiga colega de trabalho na Fundação Cultural do Espírito Santo por mais de quinze anos. Pianista, professora de música, ex - Diretora da atual Faculdade de Música do ES - FAMES, ocupou a função de Coordenadora de Música Erudita desde 1976 no órgão com a idéia de criar uma orquestra sinfônica com músicos capixabas. Lutou e conseguiu. Tive o privilégio de trabalhar com ela e acompanhei sua garra em introduzir a chamada música clássica na cena local. A atual OFES é fruto de sua luta.

 Seu programa dirigido às crianças, semanalmente no Teatro Carlos Gomes, intitulado “Música Para Jovens”, foi um sucesso. Realizou Festivais de Música Erudita. Nomes célebres estiveram em Vitória graças a ela: Madalena Tragliaferro, Lycia De Biase, Luiz Henrique Senise, Nelson Freire, Aleida Schweitze, Jerzy Milewski , Tânia Guarnieri, Arnaldo Cohen, Eleazar de Carvalho, Norton Morozowski, Ernani Aguiar e tantos e tantos.

Mãe de dois filhos talentosos e também pianistas, Manolo e Manoela, teve a dor de mãe ver seu filho Manolo partir antes dela. Manoela, mesmo tocando, sobressai-se hoje como escritora.
Porém o que mais hoje sobressai é a dor do sempre companheiro Marílio.

Sônia  Maria Ferrari Cabral Perpétuo agora descansa, mas sua luta pela difusão da qualidade da música entre nós não vai diminuir.

Sônia Cabral, agora, passa a ser perpétua.