segunda-feira, 31 de outubro de 2011

GERALDO CUNHA, HÁ 50 ANOS NA ONDA.


O artigo abaixo foi publicado no jornal A Tribuna, Vitória, ES, em 22/10/2011, assinado por Tarcísio Faustini, engenheiro, professor, radialista e o mais conceituado pesquisador de música popular brasileira no estado, sendo produtor e apresentador do programa “Domingo Brasil”, levado ao ar todos os domingos pela emissora Universitária-FM , entre 10 da manhã e meio-dia, já há 18 anos, ininterruptos.
 BOSSA NA PRAIA

Tarcísio Faustini

“Como se faz e quanto dura uma canção popular? Não há receita nem prazo de validade, mesmo nos tempos atuais em que alguns consideram finada essa forma de expressão. Algumas canções são efêmeras, mas outras teimam em se propagar no tempo e espaço, sendo recriadas em diferentes formas.

Há 50 anos, Geraldo Cunha estava na praia de Santos com os amigos Pery Ribeiro e Marisa Gata Mansa quando teve a ideia de uma canção. “Pery, isso aí dá música” – disse Geraldo. E Pery: “O que dá música?”. Geraldo: “Essa onda, onda que vai, onda que vem”. Pery emendou: “Sol de um verão que é meu também”. Pery desenvolveu a letra, Geraldo a música, e assim nasceu a canção “Bossa na Praia”. Então foi assim? - perguntaria Ruy Godinho, colecionador e autor de livros de histórias como essa. Pois é, foi assim, parece fácil.

Deve ser fácil para quem sabe. Esses sabem tudo: Geraldo Cunha - violonista, cantor e compositor. Pery Ribeiro – cantor e compositor. A cantora Marisa foi testemunha da criação. Todos têm uma grande história musical.

Quanto tempo poderia ter durado essa canção? Alguns dias, talvez, ali mesmo na praia, ou meses, nos muitos espetáculos e shows de bossa nova dos anos 1960.

Pery Ribeiro gravou, seguido por Sylvia Telles. Depois, Geraldo perdeu a conta, há mais de cem gravações, dentro e fora do Brasil.

Astrud Gilberto lançou nos Estados Unidos um elepê cuja faixa-título é Beach Samba, uma versão solfejada de Bossa na Praia.

Há duas versões dessa canção no idioma inglês: This time I’m gonna make it last, feita por Kate Lyra para Pery Ribeiro gravar, e Foot prints in the sand, gravada por Maricenne Costa.

Se você procurar no Youtube por bossa na praia, encontrará novas interpretações e até uma cantora japonesa cantando ou tentando cantar essa canção em Português!

E Geraldo Cunha, por onde anda? Mora em Guarapari, num apartamento cheio de bossa na Praia dos Namorados, há 14 anos! Enquanto sua canção viajou o mundo, ele seguiu carreira em São Paulo, gravou discos, fez shows e participou de festivais, mas se rendeu aos encantos da cidade-saúde, de onde sai poucas vezes para visitar amigos em Vitória ou fazer algumas apresentações, que foram rareando. Agora, ele se dedica a compor e registrar suas composições para um futuro disco. Modesto, não se queixa da injustiça de não ter sido lembrado nas comemorações dos 50 anos da bossa nova, embora tenha participado ativamente do movimento. Tem essas e muitas histórias para contar, até dos anos em que acompanhou ao violão a cantora Maysa em shows pelo Brasil.

Segundo Geraldo, está também no Youtube o melhor registro da sua bossa na praia, feito pelo guitarrista Victor Humberto e pela cantora Eliane Gonzaga, há poucos meses, na Praia do Canto.

Assim, a canção Bossa na Praia faz 50 anos e permanece viva em muitas praias. Você conhece alguma canção recente que poderá durar esse tempo?”




sábado, 22 de outubro de 2011

MAURÍCIO DE OLIVEIRA DÁ NOME AO II FESTIVAL E CONCURSO LATINO AMERICANO DE VIOLÃO.

O Teatro do SESI, de Jardim da Penha, entre 26 e 29 de outubro, recebe o II Festival Latino Americano de Violão Maurício de Oliveira.
A abertura será dia 26, quarta, às 20h, ocasião em que será inaugurada a exposição "Maurício de Oliveira, O Pescador de Sons". A realização é do Acordes Centro de Música e Artes.
Maiores informações sobre o evento no e-mail contato@acordesmuicaiseartes.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

HISTÓRIA DA BOSSA NOVA EM VITÓRIA - Parte XIV.




Vitória continua a mesma. Evidente que a ilha não se estendeu. O município sim, no sentido vertical e os carros se amontoam loucamente. Há algum tempo atrás Camburi era de Serra, bem como a área onde hoje está o campus da Universidade Federal. Sou  do miolo da ilha. Nasci na Praça Costa Pereira, cercado por teatros e cinemas, clubes, hotéis, bondes, sorveterias, caldos de cana com pastel, palmeiras e um barulhinho gostoso do cais, quando o mar arrebentava na maré cheia contra as pedras, atrás do teatro Glória. Hoje meu temor é outro,além daquele de encontrar alma nas ruas desertas, aliás, característica que permanece na atual Vitória, noites com ruas desertas. São os vivos que hoje me assustam. Mas continua a mesma Vitória. A ilha do Frade já foi do Lemote, do Percy, do Zé Moraes, mas voltou a ser ilha do Frade. Em Vitória é assim, muda hoje e volta depois ao que era antes. Hoje é Vitória do congo, da panela de barro, da muqueca e como sempre foi, a Vitória do poderoso vento nordeste que a acaricia diariamente, assim como a acariciou a Bossa Nova naquele tempo; é até chamada de Ventória Nenhum famoso se fixou por aqui, nenhuma música foi composta em sua homenagem por aquela turma. Restou muito carinho.

Mas a Bossa Nova deixou seu rastro e não é difícil encontrar nos bares da noite, ou em gravações recentes, a forte influência de estilo que até hoje percorre o mundo. Vozes como a de Ester Mazzi, Elaine Gonzaga, Andréa Ramos, Márcia Chagas, Ava Araujo, Tammy, entre tantas, ou instrumentistas como Victor Biassutti, Pedro Alcântara, Afonso Abreu, Marco Grijó, Roger Bezerra, Paulo Sodré, os irmãos Rocha e os irmãos Paulo, entre muitos e muitos, confirmam que a Bossa Nova está viva entre os capixabas.

Lembro agora do episódio que contou Cariê no qual teve um encontro inesperado com Silvinha Telles, anônima em Vitória, acompanhada de Candinho, seu ex-marido, na boate do clube Vitória . Surpreso, juntou-se ao casal e os levou depois para saborear uma galinha ao molho pardo no antigo restaurante Mar e Terra, o único a ficar aberto nas madrugadas de Vitória. Claro, que não poderia faltar um violão naquela mesa. Depois de várias canções, e que belas canções não devem ter cantado, um freguês, notadamente embevecido com a voz de Silvinha Telles, resolveu afinal levantar-se e a ela dirigir a palavra: Como a senhora canta bem. Que voz. Se a senhora permitir, tenho um amigo na rádio Espírito Santo a quem posso apresentá-la. Tenho certeza que ele vai contratá-la!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

É HOJE ! HOMENAGEM AO NOSSO PEDRO CAETANO.

Hoje, no Mercado São Sebastião, Jucutuquara, Vitória,Rogerinho Borges, um dos grandes amigos do saudoso Pedro Caetano, presta uma homenagem a um dos maiores compositores da história da música popular brasileira.
Entrada Franca.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DOWNLOAD JÁ!








  • Há exatamente uma semana a Suprema Corte dos Estados Unidos manifestou-se quanto à distribuição de música na internet. O colegiado manteve a decisão de que um download de música na rede não pode ser caracterizado como uma execução pública de um trabalho musical que poderia ser protegido pela legislação norte americana de direitos autorais.

    Havia um recurso junto à Corte movido pela ASCAP, organização que representa quase a metade das obras musicais executadas on-line, solicitando que os detentores de direitos autorais fossem remunerados pela rede. O pensamento jurídico manifestou-se ao admitir que o download em si não constitui execução da obra, e que esta não é “tocada” durante o procedimento digital de transferência dos dados digitais que compõe o arquivo sonoro. No entanto empresas como a Yahoo ou a RealNetworks não deixarão de pagar royalties, mas esses valores deverão ser recalculados em níveis bem inferiores, segundo especialistas.

    Bom lembrar que no Brasil, a reprodução de obras sem autorização do autor ou seu representante, é considerada crime. A exceção é apenas para casos de cópia única, para ser usada sem intenção comercial e por apenas uma pessoa. Em caso de infração, a pena pode ser de prisão de três meses a quatro anos. Portanto, hoje, a legislação em vigor no Brasil diz que o download de obra intelectual em um só exemplar, “para uso privado de copista”, sem intuito de lucro direto ou indireto, não é crime.

    Fonte: O Globo, edição de 04/10/2011.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Dani Moraes & Banda TUMTUMPÁ!

Banda que toca os hits da criançada - dos sucessos da "Galinha Pintadinha" e "Patati Patatá" ao "Balão Mágico" e "Xuxa" - mesclados aos clássicos do pop e do rock. Apresentando um visual super colorido e descontraído, estórias e brincadeiras com a platéia, Dani Moraes (voz e violão),  Rodolfo Simor (guitarra e vocais), Otávio Ribeiro (baixo e vocais), Anderson Xuxinha (bateria, percussão e vocais) e Andrés Daumas (nos teclados), fazem a alegria da galerinha.


NESTE DOMINGO, 09, NO TEATRO CARLOS GOMES, VITÓRIA, ÀS 17 H.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ÉRICO CORDEIRO CONQUISTA COPACABANA.


Durante três dias o escritor Érico Cordeiro esteve na sala Baden Powell, em Copacabana, autografando seu livro “Confesso Que Ouvi”, uma coletânea de resenhas jazzísticas postada  em seu blog  BLOG JAZZ + BOSSA + BARATOS OUTROS,

A ocasião provocou o amistoso encontro de outros blogueiros, prestigiando o evento. Alegre e comunicativo, Mr. Cordeiro reuniu o famoso Mr.John Lester, do Jazzseen, o animado Olney, e sua simpática esposa, Andiara, do M E L O b a t e r o M A N I A e o energético Sérgio Sônico, e sua bike maravilhosa, do SERgioSÔNICO, além deste blogueiro representando  o “Música Nas Alturas”.

Após o evento de domingo Mr. Cordeiro, com seu espírito de liderança, convocou a turma para o momento mais solene da empreitada: sentar à beira mar de Copacabana para comer, beber e ouvir as raridades da bicicleta do Sérgio Sônico. Juntou-se à turma os simpáticos familiares maranhenses de Mr. Cordeiro, José Faria e Conceição.

Após muitos e muitos pedidos, coordenados com competência por Mr.Olney, a turma dissolveu-se, já na madrugada de segunda feira, e felizes foram descansar ainda com o maravilhoso som de Michel Sardaby reverberando em nossas mentes, um presente do pração Sérgio Sônico, o Rei das Calçadas do Rio.



Ninguém foi explícito, mas ficou implícito, que um futuro e sonhado Encontro de Blogueiros de Música ainda há de se realizar. Parabéns, maranhense Érico, e um afetuoso abraço aos tios Conceição e Faria,aos mineiros Olney e Andiara , ao carioca pedaleiro do jazz, Sérgio, e ao carixaba John Lester.



Para os sobreviventes, um encontro no Novo Capela, na Lapa, para saborear um arroz de lula com brócolis, ou um suculento  cabrito, no almoço desta  segunda. À noite, retorno à Lapa para novos saraus.

Incansável, Érico Cordeiro, na boca da noite, nos lábios da Lapa, telefona e me chama: Rogério, está  muito chato aqui; estou caminhando com Maurício Einhorn e José Domingos Raffaelli, quer vir ?


Bem, tudo vai ficar para a próxima escala de Mr. Cordeiro. Breve, espero.